quarta-feira, 6 de maio de 2009

não consigo

registrar 'a' sensação.
esquematizar o orgasmo.
selecionar idéias cabíveis.
perdi o rumo.
não quero poesia.
não quero.
ser isso aí que você quer.
fazer isso que você faz.

"por mais que eu durma eu não descanso.."

não preciso registrar nada. o passado é meu.
aconteceu.já foi.
errando talvez eu acerte depois.
dexa eu sentir isso. por favor.
eu preciso.

terça-feira, 5 de maio de 2009

é sem título mesmo.


pega na minha mão, me guia.
ando naquele passo apertado,
e a sensação de incômodo é crescente
escala diatônica. sifra invisível
um silêncio na madrugada me conforta
mas faz bem. você me faz bem. acredite.

ando me entupindo de anfetamina ultimamente,
procuro um efeito colateral mais eficiente,
durante o dia um sono me rouba a atenção
não sei te ouvir quieta sem pairar no vapor das nuvens.

quando você vem?

naquele dia você perdeu a hora.
a rodoviária tava cheia,
um dia a fio...
eu precisava ter mais inteligência.

as nossas mentiras são muito importantes
minha calça cai, emagreci, engordei, já foi.
impresso
prego
tachinha
botões
caixa
pequenos
mínimos
bagunça
brilho
souvenir
bilhetes
passagens
frio
calor
maio
junho
julho
agosto

aguardo na mesma posição a tua promessa impossível.
minha angústia é uma lástima, eu sei.
só não quero pena.
durmo em alguma estação de fim de mundo.
faltam poucos minutos
faltam poucos segundos
falta uma coisa
ainda não sei o que é.



Oo
´

segunda-feira, 27 de abril de 2009

variações sobre um mesmo tema.

NADA


ao invés d'eu continuar na minha débil insistência de relatar o falso acontecido,
preferi partir direto pro fight, como alguns dizem por aí. com pausas erradas ditadas por vírgulas.
hoje acordei.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

rrrrrrrrrrrrrrrrraiva


sabe aquela merda de lama que não desgruda do solado daquela tua bota que você só pode usar no inverno? merda! uma centena de palavrões pra descrever a puta sensação de poder caminhar com minhas canelas grossas e secas ao sabor duma tarde perdida e e uma droga de plano que não me oferece saída de emergência. hoje resolvi escrever pra você,que está aí do outro lado do Atlântico Oceano salgado com suas maresias sem fim.
precisava falar. como diz uma amiga de humor mais negro que a calada da night: -eu preciso falar por que essas coisas de ficar guardando verdades não ditas por vezes malditas dão câncer!
e por quele monte de coisas que não dão certo, e por aquela merda de musiquinha e perdedor martelando no meu ouvido, e por toda falta: de grana, de amor, de sexo, de saco, de tempo, de vida, de grana eu já falei, de viajar, de grana eu já falei, putamerda!
eu gosto de letra escrota, palavrão que não cabe no poema, sujeira na vitrine, roupa suja pra lavar se amontoando, aquele mesmo jeito torto e emprestado de lidar com umas obrigações.
a minha mãe está viajando e que Deus a tenha boas mãos. resolvi crecer e mostrar que sou uma boa menina, vou me comportar direitinho e fazer o dever de casa. Pra puta que o pariu a tua cobrança. Preciso beber pra afogar umas coisas aí. Se você acha que está no seu direito de consumidor da minha vida e pensa que é dono dela a ponto de decidi-la por mim encaminhe à sessão de causas perdas do PROCON (Porque Repetir Ornitorrinco Cagando e Ouvindo Nomeuouvido???) em horário comercial. Senhor.


gracias à la vida!


siempre!



e Andalê! Andalê!
.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Você pode dormir quando estiver morto!


dá um medo de repente.
parece que uma bomba vai estourar a qualquer momento.
isso não é culpa do meu sutiã folgado.
isso deve estar perdido em alguma entrelinha
isso de sair pra pegar um sol, encontrar chuva
algumas coisas ainda estão úmidas
como miolo de pão
com leite amanhecido na mesa
alguma sujeira
vidro embaçado
coisas e cabeça torta
daquele degrau a reflexão parece contundente
precisa de uma chícara de café, mínima, dose única
precisa voltar
enchergar algo a olho nú
colher aquele abandono como de costume
resignar-se, já é grande, tem suas pernas
não quero usar pantufas

faz calor e frio ao mesmo tempo
o café tá frio.
com um pânico escondido num sulco da face.
ela sabe guardar segredos.
...