
hoje eu comecei a perceber que aquele moço é uma espécie de fantasma que me cegou. Fez tudo que me ocupa árdua morada, palco de uma tragédia anunciada. ensinou que a dor fabricada pulsa no seio, corrói dois músculos, fatia três ossos.
Uma lânguida esperança de tão bêbada bate na janela. Me acorda na madrugada santa de um dia útil, a cidade vai acordando, meus pés atrofiados em teias espessas, hediondas, saem pra passear. É uma manhã com matizes silvestres, carrega um dardo e uma pequena margarida bruxa no bolso. O ciclo da loucura se renova. Faz algum tempo que tento encontrar meus passos. Seguiram uma rua escura e dobraram à esquerda. Nunca mais ouvi dizer da sorte daquele moço.
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