Vai subir?
Entre um livro e a praia eu fiquei em casa. A escolha é falha e não tenho boa companhia [todos dormem]. casa. Enquanto posso escolher, eu fico por aqui mesmo. Entre mar e saudade, entre frios e calados assombros sobrenaturais. Tínhamos um convés, ratos de porão e bons petiscos para os peixes selvagens exigentes. Eu que segui toda recomendação de não olhar para o lado, manter o olhar assustado, cochilar só com licença no órgão competente. O que mantém o meu sono...? [andar 2] não durmo bem faz uns dias já. Comer eu como, andar eu ando, limpar eu limpo. Mas não durmo. Acho que virei uma sentinela. Acho que foi isso. Ou um bicho do mar. [eu desço no 4º] Fome monstra. Cabelo difuso. Medusa. É isso. Sol a pino e um convés povoado de fantasmas. Pouca roupa e pele árida. Entre um trilho e outro da via expressa. A sujeira da paisagem, o choque da supervia, a elétrica corrente que liga ao chão. Não sou uma sentinela. Virei pára-raio. Instantaneamente. [4° andar] Desço. Descalça. entrerisos.
domingo, 27 de maio de 2012
quarta-feira, 23 de maio de 2012
longe e constante
Sobre ontem eu tenho boas notas de caderninho a tira colo.
Tenho um passarinho de origami, pressa e chá de uma erva japonesa de marca paraguaia. Que quer dizer "refeição" ou arroz. É isso mesmo. Muito embora a fobia que sinto por longos abraços me sufoque devagar... me senti bem. Eu gosto daqui. Vou gostando devagar pra dar tempo de respirar. Eu divido tudo, me assusto fácil, gosto rápido. Tudo é rápido demais [Fugaz] e eu sou fácil demais [volátil]. Me espere que te ligo. Que faço tudo pras nossas flores não morrerem.
Ontem voou.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
A gente percebe que tem algo de errado quando vê que a pessoa alimenta a discórdia, quando os problemas prevalecem sob qualquer coisaque seja feita. Já me disseram e eu já constatei, é muito recalque e muito amargor despejado em gente fraca sujeita a intempéries de humor alheio. Eu esconjuro, com todas as forças do meu ser. Eu não quero e não permito qualquer interferência deste ser maldito na minha vida. NÃO PERMITO. NÃO! SAI DE RETO DEMÔNIO! Coisa ruim tem que ficar na sujeira. Vai pro seu lugar!
sem dar nome aos bois.
Salve Jorge!
quinta-feira, 19 de abril de 2012

De tudo, quero que o amor vença. Sem meias verdades. Quero a luz do meio dia no amor que tenho por você.Quero te ver de pé. Forte. Esteja forte por que eu te amo. E quem ama, quer o bem absoluto. Mesmo tendo tanto tropeço, tanta queda, tanto disse-me-disse. Não entenda o que eu não quis dizer e não deixe nada contaminar esse relicário. É a única coisa que te peço.O resto a gente vai construindo.
Fabriquemos uma boa verdade, nosso jardim vai florescer. Lindas rosas virão.
***
quinta-feira, 12 de abril de 2012
hoje foi difícil (post megafossa)
Não sei, mas dói toda vez. Sempre me arrancam um pedaço.
E não quero intriga. Só quero respeitar as coisas e a ordem do mundo. Só quero ficar num canto quieta. Me deixem quieta, que tô cansada e não quero ser motivo de chacota. Já sei o que é o ridículo e já sei que tô sozinha. Não precisa.
Não precisa mesmo me machucar mais.
Obrigado.
E não quero intriga. Só quero respeitar as coisas e a ordem do mundo. Só quero ficar num canto quieta. Me deixem quieta, que tô cansada e não quero ser motivo de chacota. Já sei o que é o ridículo e já sei que tô sozinha. Não precisa.
Não precisa mesmo me machucar mais.
Obrigado.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
pra você que se faz pequena e só precisa se esconder do mundo.
eu vejo sempre o mesmo fantasma e não é misticismo barato não, é fantasma de gente viva. É fantasma de gente ruim. Todo tempo. Talvez seja um prognóstico de loucura. Tal-vez. Jurei a milhares de santos de gaveta que não voltaria. Nunca rezei tanto na minha vida. E o fantasma está lá. Intacto. Parece até que não vive essa merda. Eu mudei de endereço, manipulei remédios e rotas de fuga. Não me lembro se a culpa foi minha. Mas ele insiste. Aparece em um cara de mesma estatura, cabelo e olhos, em qualquer lugar. E o coração da Dorothy já metralha. Eu vou passar uma temporada no inferno. Sem data de retorno. A vida aqui anda dura e sem previsões favoráveis, vou buscar minha sorte pelos cabelos. E vou respirar. E vou amargar o pão. E vou caçar verruga em casca de árvore oca. Vou mentir pra viver, pra morrer, pra respirar, pra tentar. Tentar parar de ouvir a tal música, o tal olhar desconfiado dos amigos quando eu toco no mesmo assunto, a merda que eu me enfiei e a mentira que eu sei que me vai passar a conta. A mentira do sucesso, a farsa da desfaçatez, aquele aniversário de coisa morta, o luto que não passa e milhares de outras enumerações por falta de construção e arrimo sintático. O tempo faz da gente gato e sapato se a gente deixar. Tudo me faz chorar nessa merda. Tem alguma coisa errada, tem um grito por vir, tem uma notícia triste, tem uma rejeição no ar, tem muita mentira, muita história pra ser contada e desdita. Tem ele vivo, saindo pelo portão e evitando que eu saia à sua procura e o engula na calçada. Eu juro por tudo que há de mais sagrado que eu só queria perder da memória o pedaço que você manchou. Juro. Esquecer seria uma dádiva. Correr e não ver você seria um favor. Ainda está inflamado o coração e toca a maldita música, o hino dos tocos homéricos na vida de qualquer ser humano. Merda!
***
Não passo dum cão que volta ao próprio vômito. Deus me ajude a mudar a 'pala' da minha história. Amém Jesuis.
eu vejo sempre o mesmo fantasma e não é misticismo barato não, é fantasma de gente viva. É fantasma de gente ruim. Todo tempo. Talvez seja um prognóstico de loucura. Tal-vez. Jurei a milhares de santos de gaveta que não voltaria. Nunca rezei tanto na minha vida. E o fantasma está lá. Intacto. Parece até que não vive essa merda. Eu mudei de endereço, manipulei remédios e rotas de fuga. Não me lembro se a culpa foi minha. Mas ele insiste. Aparece em um cara de mesma estatura, cabelo e olhos, em qualquer lugar. E o coração da Dorothy já metralha. Eu vou passar uma temporada no inferno. Sem data de retorno. A vida aqui anda dura e sem previsões favoráveis, vou buscar minha sorte pelos cabelos. E vou respirar. E vou amargar o pão. E vou caçar verruga em casca de árvore oca. Vou mentir pra viver, pra morrer, pra respirar, pra tentar. Tentar parar de ouvir a tal música, o tal olhar desconfiado dos amigos quando eu toco no mesmo assunto, a merda que eu me enfiei e a mentira que eu sei que me vai passar a conta. A mentira do sucesso, a farsa da desfaçatez, aquele aniversário de coisa morta, o luto que não passa e milhares de outras enumerações por falta de construção e arrimo sintático. O tempo faz da gente gato e sapato se a gente deixar. Tudo me faz chorar nessa merda. Tem alguma coisa errada, tem um grito por vir, tem uma notícia triste, tem uma rejeição no ar, tem muita mentira, muita história pra ser contada e desdita. Tem ele vivo, saindo pelo portão e evitando que eu saia à sua procura e o engula na calçada. Eu juro por tudo que há de mais sagrado que eu só queria perder da memória o pedaço que você manchou. Juro. Esquecer seria uma dádiva. Correr e não ver você seria um favor. Ainda está inflamado o coração e toca a maldita música, o hino dos tocos homéricos na vida de qualquer ser humano. Merda!
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Não passo dum cão que volta ao próprio vômito. Deus me ajude a mudar a 'pala' da minha história. Amém Jesuis.
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