Não sei, mas dói toda vez. Sempre me arrancam um pedaço.
E não quero intriga. Só quero respeitar as coisas e a ordem do mundo. Só quero ficar num canto quieta. Me deixem quieta, que tô cansada e não quero ser motivo de chacota. Já sei o que é o ridículo e já sei que tô sozinha. Não precisa.
Não precisa mesmo me machucar mais.
Obrigado.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
quarta-feira, 4 de abril de 2012
pra você que se faz pequena e só precisa se esconder do mundo.
eu vejo sempre o mesmo fantasma e não é misticismo barato não, é fantasma de gente viva. É fantasma de gente ruim. Todo tempo. Talvez seja um prognóstico de loucura. Tal-vez. Jurei a milhares de santos de gaveta que não voltaria. Nunca rezei tanto na minha vida. E o fantasma está lá. Intacto. Parece até que não vive essa merda. Eu mudei de endereço, manipulei remédios e rotas de fuga. Não me lembro se a culpa foi minha. Mas ele insiste. Aparece em um cara de mesma estatura, cabelo e olhos, em qualquer lugar. E o coração da Dorothy já metralha. Eu vou passar uma temporada no inferno. Sem data de retorno. A vida aqui anda dura e sem previsões favoráveis, vou buscar minha sorte pelos cabelos. E vou respirar. E vou amargar o pão. E vou caçar verruga em casca de árvore oca. Vou mentir pra viver, pra morrer, pra respirar, pra tentar. Tentar parar de ouvir a tal música, o tal olhar desconfiado dos amigos quando eu toco no mesmo assunto, a merda que eu me enfiei e a mentira que eu sei que me vai passar a conta. A mentira do sucesso, a farsa da desfaçatez, aquele aniversário de coisa morta, o luto que não passa e milhares de outras enumerações por falta de construção e arrimo sintático. O tempo faz da gente gato e sapato se a gente deixar. Tudo me faz chorar nessa merda. Tem alguma coisa errada, tem um grito por vir, tem uma notícia triste, tem uma rejeição no ar, tem muita mentira, muita história pra ser contada e desdita. Tem ele vivo, saindo pelo portão e evitando que eu saia à sua procura e o engula na calçada. Eu juro por tudo que há de mais sagrado que eu só queria perder da memória o pedaço que você manchou. Juro. Esquecer seria uma dádiva. Correr e não ver você seria um favor. Ainda está inflamado o coração e toca a maldita música, o hino dos tocos homéricos na vida de qualquer ser humano. Merda!
***
Não passo dum cão que volta ao próprio vômito. Deus me ajude a mudar a 'pala' da minha história. Amém Jesuis.
eu vejo sempre o mesmo fantasma e não é misticismo barato não, é fantasma de gente viva. É fantasma de gente ruim. Todo tempo. Talvez seja um prognóstico de loucura. Tal-vez. Jurei a milhares de santos de gaveta que não voltaria. Nunca rezei tanto na minha vida. E o fantasma está lá. Intacto. Parece até que não vive essa merda. Eu mudei de endereço, manipulei remédios e rotas de fuga. Não me lembro se a culpa foi minha. Mas ele insiste. Aparece em um cara de mesma estatura, cabelo e olhos, em qualquer lugar. E o coração da Dorothy já metralha. Eu vou passar uma temporada no inferno. Sem data de retorno. A vida aqui anda dura e sem previsões favoráveis, vou buscar minha sorte pelos cabelos. E vou respirar. E vou amargar o pão. E vou caçar verruga em casca de árvore oca. Vou mentir pra viver, pra morrer, pra respirar, pra tentar. Tentar parar de ouvir a tal música, o tal olhar desconfiado dos amigos quando eu toco no mesmo assunto, a merda que eu me enfiei e a mentira que eu sei que me vai passar a conta. A mentira do sucesso, a farsa da desfaçatez, aquele aniversário de coisa morta, o luto que não passa e milhares de outras enumerações por falta de construção e arrimo sintático. O tempo faz da gente gato e sapato se a gente deixar. Tudo me faz chorar nessa merda. Tem alguma coisa errada, tem um grito por vir, tem uma notícia triste, tem uma rejeição no ar, tem muita mentira, muita história pra ser contada e desdita. Tem ele vivo, saindo pelo portão e evitando que eu saia à sua procura e o engula na calçada. Eu juro por tudo que há de mais sagrado que eu só queria perder da memória o pedaço que você manchou. Juro. Esquecer seria uma dádiva. Correr e não ver você seria um favor. Ainda está inflamado o coração e toca a maldita música, o hino dos tocos homéricos na vida de qualquer ser humano. Merda!
***
Não passo dum cão que volta ao próprio vômito. Deus me ajude a mudar a 'pala' da minha história. Amém Jesuis.
sexta-feira, 23 de março de 2012
da arte de fazer tempestade em copo d'água

Então se fez luz e o universo cantou e assobiou após um longo e tenebroso inverno.
É engraçado, mas eu teria que esmiuçar meses a fio para tentar esboçar o que me passa agora. Sei que é tarefa chata, bobagem e realmente não faz sentido toda essa perturbação dos ânimos. Não faz. Aliás, não faz sentido a implicância. Não faz sentido a maldade e o cinismo que vejo uma hora ou outra perambular na sala. Se inventam verdades, ok, não é culpa minha e eu nem faço questão de acompanhar o cunho da verossimilhança nas laudas do inquérito. Talvez o problema esteja comigo, talvez o problema esteja com os outros. Mas o que eu tenho feito todo esse tempo foi economizar. Juro pelo sagrado. Eu tenho tentado economizar minha paciência, economizar energia, água, economizar desgaste emocional, é isso. Eu venho tentando.
O problema é que a bomba estoura, "o pús da consciência" tá na bruma da maré, e desculpe, eu sei o que é. A minha impressão durante esses últimos tempos é de estar sufocada. A pressão é grande.O tempo é curto. Eu preciso fazer o que é certo, o que cabe, o que é de acordo. Eu não tenho problema com isso. Eu nunca tive problema com isso. Juro novamente pelo sagrado. Me xinguem do que quiserem. Eu sei que posso estar errada. Olhando com calma eu sei que poderia ter feito melhor, eu sei um monte de coisas, mas parece que minha cabeça tá entulhada. Tem muito entulho ocupando espaço, tem muita futrica pra pouca bobagem. E isso me desgasta. Não deveria, mas me desgasta. Parece murro em ponta de faca, num sentido literal de tão pusilânime que é. Eu teimo e economizo. Teimo com minha burrice, teimo com o que os outros acham certo, teimo com a minha pobreza de caráter, espírito e matéria. Teimo. E peço ajuda divina. Um naco de luz pra tentar entender, tanto a economia quanto a teimosia, a tristeza, a mudança, a experiência sensória, a sujeira. Queria ser um espírito de luz. Um anjo. Eu devia ser responsável. Eu choro, sabia? Choro por que eu não sei mais o que é bom e o que me fortalece. O ponto certo do corte. Eu caí em parafuso. Eu não confio mais. E me perdoe, faz tempo. A crise de consciência talvez more na minha teimosia em tapar o sol com a peneira. Na burrice em não deixar ouvir, compreender, digerir e respeitar. Eu não quero ser cínica, eu não quero mentira, não quero declarar guerra, não quero nada disso. Eu queria só ser aceita. Bem aceita. Entrar com meias brancas e sapato marfim. Nos meus sonhos ficam esses resíduos.
Não quero nada seu. Absolutamente nada. Não faço questão. Eu luto contra isso. Às vezes dá vontade de sair pela tangente e seguir sozinha pra não ter que amargar tanta coisa. Eu sei que é pesado. Eu sei que andam esperando uma fresta de fraqueza. Andam torcendo pela queda. Eu só queria todo mundo forte contra isso. Também queria te proteger. Eu queria te ver forte e limpo. Eu queria lavar um pavilhão de memória e caco de coisa mal resolvida. Mas o que eu entendo por bem às vezes não é o bem do próximo e vice versa. Eu respeito, mas eu sinto. Sinto quando não me querem por perto, sinto quando incomodo, sinto quando passo do limite. Sinto quando a culpa é minha e quando não é culpa minha. Não quero ser alvo da insatisfação de ninguém com o que quer que seja, quem quer que seja. Eu continuo quieta e distante. Mas eu sei que nem sempre é divertido e nem sempre me olham com bons olhos. Tem muito mal à ronda. Mas eu acredito na força do dia, acredito na semente sagrada do bem. Mesmo sendo um dos seres mais imorais que existe na face da terra. Não quero essa competição escrota, eu só quero encontrar minha estrada, o caminho certo, menos torto possível. Queria conseguir falar abertamente, sem alfinetes, sem recados, sem lisonjas. Eu não gosto de nada disso. E sei onde mora minha dignidade. E não quero atropelar nem roubar ninguém, nem me aproveitar de ninguém, não quero inveja e não quero cinismo. Não quero mentira, ultraje e tampouco encheção de saco. E eu sei que eu não sou a dona suprema da verdade. Voaláh. Tenho muita lição pra tomar ainda. E eu ando perdendo muito tempo com bobagem, quando eu tento dar uma guinada em algo realmente bom, sempre vem um engraçadinho puxando o tapete.
Eu ando aprendendo a ficar quieta e me virar como posso. Nem todo mundo precisa saber de tudo, por que eu tenho visto e passado por um turbilhão de coisas que me fizeram chegar até aqui e constatar uma série de outros problemas que eu não tenho como solucionar agora.
Onde mora a ameaça minh'alma quebra a seta. Onde me querem, bem ou mal, alcanço a vertigem, vejo tudo na palma da verdade. Deus é grande e ele sabe o que é melhor pra mim. Me mostrou o cão e eu sei do que preciso. É só proteção.
Bora plantar a boa semente. Tempos difíceis virão.
"Com a força do teu poder de defesa, eu me coloco na proteção do teu escudo, para combater o bom combate contra todo mal ou influência negativa que estiver em meu caminho. Amém."
***
terça-feira, 20 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
check list de mudança...
batom
rímel
lápis de olho/lazúli
coroa de strass - princess wonderfull world
salto eu já tenho (2)
roupas - investimento no terceiro setor
cerol e lipstick's de framboesa/morango/tutti-frutti
sombras, cor, intensidade, brilho
eu preciso andar arrumada. página nova.
ahhh cremes, óleos, delicatessen's, souvenires e muita cola instantânea.
Colar uns dentes.
***
rímel
lápis de olho/lazúli
coroa de strass - princess wonderfull world
salto eu já tenho (2)
roupas - investimento no terceiro setor
cerol e lipstick's de framboesa/morango/tutti-frutti
sombras, cor, intensidade, brilho
eu preciso andar arrumada. página nova.
ahhh cremes, óleos, delicatessen's, souvenires e muita cola instantânea.
Colar uns dentes.
***
frutas amorfas, paladar de pinguim
Pinguins comem peixe, certo? Peixes nadam, nadam, nadam e nadam, correto? Caí do alpendre da varanda por fraqueza nos ossos e miopia. Viu? Os calços do andar estão frágeis, eu tropecei e caí. Frágil. Cambaleante, trôpega e confusa como sempre. Mas aquilo que eu queria te dizer ainda está por vir, creio eu, seja uma revelação dos sete selos de Matusalém. Você anda tão frio e distante caro correspondente. Você anda frio e distante cuidando da sua vida. Isso é muito importante. Só preciso saber onde entro e onde fica a porta de saída da sua estreita fresta para "RELACIONAMENTOS AFETIVOS", ou "RELACIONAMENTOS POR CONFIABILIDADE/RESPEITO/DEDICAÇÃO" ou "AOS QUE PASSAM, ANDAM E ESQUECEM, um beijo, me liguem!". O senhor deveria cravar às suas portas estacas de junco, colocar molhos de alho, inseticida para vespas. Tem vampiros à sua volta, eles te olham, te tocam, comem e beliscam sua pele. Faça um mousse de alho. Fica a dica. Vampiro é uma figura forte. Tenho medo de vampiros. PAVOR. Não permita Deus que eu morra de mordida de vampiro. Sei que é tarde e o papo é pra boi dormir. Nonsense sertanejo. Caramujo debutante. No dia que eu conseguir traduzir, te mando o código. Por enquanto é só pra fazer mesura mesmo. É só pra gastar tempo. Tapar lacuna. Eu não consigo chorar. Nem dormir.
Assinar:
Postagens (Atom)