filamento de tempo. são as partículas do segundo. que caindo uma a uma junto à tarde, embebida em ruídos e canto. uma cigarra. um violoncelo. grave canto da morte. não consigo encorajar seu ânimo. você acorda. e não quer. a tarde. o ruído. a tarefa. o anúncio da passagem do tempo. os degraus das horas que caíram. na sua tarde com chá de sono e sofá de algodão.
***
domingo, 31 de outubro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
"agradeço às forças emotivas motoras provedoras da minha felicidade ou deste estado alucinado de rarefeita satisfação "
expira em 4,3,2...
***
-tem festival: isso é bom pra cacete.
-tem dinheiro entrando: eu gasto tudo com muita facilidade.
-tem casa pra cuidar, cabelo pra cortar, namorado pra arrumar, cartas a escrever...
quero o lado feliz, só luz na minha minha vida. só luz.
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expira em 4,3,2...
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-tem festival: isso é bom pra cacete.
-tem dinheiro entrando: eu gasto tudo com muita facilidade.
-tem casa pra cuidar, cabelo pra cortar, namorado pra arrumar, cartas a escrever...
quero o lado feliz, só luz na minha minha vida. só luz.
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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

se eu não quero aguentar sua ignorância, problema é meu.
se eu faço questão que me xingue. problema meu também.
assumo o erro.
não queria teu olhar atravessado. tampouco voltar a ter qualquer tipo afeição.
pode me xingar. pode me matar de ódio milhares de vezes.
não sofro.
não quero.
não vou ao teu enterro.
não faço questão da mingalha de afeto.
não quero mais seu disfarce.
não preciso da sua arrogância.
não preciso lhe provar mais nada.
e nem quero que me dê atenção. não sou criança.
vou deixar você quieto até que o tempo consiga passar ileso entre a gente.
é melhor assim. fico menos arranhada e mordida.
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
compêndio das horas
Quero.
ele na minha casa.
na minha cozinha.
tocando a sua música.
só pra mim.
[por acreditar na felicidade clandestina].
ele na minha casa.
na minha cozinha.
tocando a sua música.
só pra mim.
[por acreditar na felicidade clandestina].
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
delírios de Dorothy

-deixe a luz do céu entrar...[3x]
uma menina com seu cavalo manco branco em dia de procissão. imagens paregóricas.
uma salva de palmas à imbecilidade ultrajada, ré confessa, diz ela, abusada sexualmente na infância. Dorothy contratou um padre. Pegou-o à tiracolo. deu três leves sermões. contou-lhe uma anedota com pitada de reverência eclesiástica. tomou pra si critérios e valores aturdidos. burro turdilho. batizado equino. obrigou o padre a batizar seu cavalo manco "burro turdilho". e seguiu com fé. por que a fé não costuma falhar.
-aterriza Dorothy!
ele não vai te ligar. todos aqueles rostos não farão sentido algum na estante. você vai continuar colecionando selos. procurando rima na rodoviária do Catete. atirando para todos os lados. decifrando a síndrome que lhe tira o sono. curando uma gripe. dedilhando uns acordes. ele me tira do sério com toda aquela certeza. e eu sei que não posso. não consigo. não vou trair. e me torno uma patética senhora fora de hora. imbecil. muito imbecil.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
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