terça-feira, 10 de agosto de 2010

Qual o segredo do sucesso?


cinismo.isca. da mais fina e sutil. a apanhar camarões. propagam aos quatro ventos injúrias e nos lançam em covas profundas. somos armados aos dentes. lançados à fogueira. o tempo inteiro. sem comiseração alguma por quem quer que seja. por umas dessas e outras não se acredita nos homens. malditos. traiçoeiros. mesquinhos. o homem carrega em si toda sorte. por alma. por valor. por mentiras e crenças dubitábeis. a sordidez ainda me assusta. pelo poder da discórdia. se dependêssemos de qualquer um deles sabemos que estaríamos mortos. por segurança.

"para isso há muita chama no coração do bandido"

e venho proferir meus delicados impropérios. às vezes inocentes. pois não tomo a medida do ódio de todos aqueles que queriam que o céu desabasse sobre nossas cabeças. sabemos a teia pérfida dos males alheios. ou caímos. até que nos arranquem as calças e nos façam pagar por cada moeda de César empregada em templos beneditinos.

eu sei que meu peixinho de aquário dorme a cada dia esperando a morte. suspirando por cada palavra mal dita. por toda inveja e todo impropério veiculado em meios metamórficos de menos valia. eles o lançaram ao chão. e é trágico. senhores.


terça-feira, 3 de agosto de 2010

leave me, please.


onde foi que parei mesmo? parei no momento em que disse que não queria pesar. sorry dear. já voltou aquela mesma mania cadafalsa de antes. meu tempo expirou. e como uma louca procuro o caminho de volta. suscetível ao seu humor, a cada olhar de reprovação, a cada gesto meticulado, a cada sorriso mentiroso. MEU E SEU. pra tentar amenizar o erro. o incômodo. deslocada me sinto.
sem alternativas também.e tudo que vai me cansando, vai me aporrinhando, vai me devorando, vai ganhando de mim. tenho medo de ser a próxima da rodada e sei que chegará o momento do confronto.
mas tudo isso não passa de um singelo pedido de socorro.
a vida anda me sufocando.
por isso ando tão chata.
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010


a vida é feita de bons resultados, desde a saída da barriga da mamãe até o próprio enterro, com certeza. e minhas notas precisam melhorar neste entretempo. nem sempre nos oferecem uma segunda dose. desde que me entendo por gente tenho olhos me cercando. e a loucura é um dado alarmante. posso arquejar sobre um poente. posso perder figurinhas na estação do metrô, também posso desejar outro homem. impune e variante. delirando. derreto-me aos caprichos desta estação com aroma artificial de baunilha. ao sabor de nuvens flamejantes. um sopro divino e tudo pelos ares. tempo no metrônomo. cama vazia. pia cheia. maçãs no cesto. tempo, verborragia e solidão acenando à porta. clichê da pôrra. com uns dejàvus voando na padaria. aquela impessoalidade que aprisiona e mata aos poucos. precisamos criar uma bela cena. sonhar na cama e aquecer a tempo o caldo de inverno. pois mãos à obra e estica-te desta maresia. pró atividade!
dona coisa.
digamos que tudo não passou de um rito de passagem.
documentamos.
obrigado a algo que mantém as coisas de pé.
quem disse que a força não depende da fraqueza?
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quarta-feira, 7 de julho de 2010

combatentes inofensivos


não quero começar com talvez denovo.a que saco! é sempre a mesma coisa!
patrulheiros navais. três bêbados patrulheiros. daqueles que tem um rebocador no quintal de casa. já reparou quando os rebocadores brilham na baía do centro da cidade? é a minha paisagem urbana perfeita. acúmulo de funções. sim. nós carregamos dores e prazeres. antídotos. e enviamos boas vindas a mensageiros estranhos. agora precisamos crescer e a brincadeira precisa ser séria. séria como a brincadeira dos nossos pais. peço desculpas pelas bobagens gratuitas. eu sempre querendo fazer graça. senti o peso da sua morte. sabe o que significa? estamos alados e à espera do milagre que enquadre umas 3 estações. vou levar comigo imagens e bons momentos, por muito tempo. quem sabe pra sempre. e vou agradecer ao salvador por nossas aventuras de Alice. também vou reforçar a proteção. vamos embricar soldadinhos de chumbo em novas batalhas.
"eu serei teu sangue, tú a minha cicatriz..."
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terça-feira, 6 de julho de 2010

boi de piranha


a gente avisa. pega no pé. é meio mãe à vezes. briga, teima, fecha a cara. se mete. sim. sem chamar a gente. é culpada também. e uma quinha de coisas. mas você me falar assim no seco. eu só vejo teu olho perdido. aquela agonia que você consegue esconder bem. não gosto de muita festa por isso. não faça carnaval com a sua dor[isso é piegas pra caralho, eu sei]. aconteceu o que os malditos tanto queriam. temo por você e não quero escamotear nada. peço denovo que tenha cuidado. que se lave dessas injúrias. e renasça. teu lugar não é no chão. e você não pode ceder. pega firme e segue em frente. e mostra pra essa gente o que eles não são capazes de fazer. só você tem esse direito. juizo.te cuida[direito!]. e bora tocá o baile. ninguém mandou eles mexerem em casa de marimbondo.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

horas afins e tempestade em copo d'água.





OK. um compromisso à frente. e mesmo à mordaça eu cumprirei o acordo. mas eu ando muito triste ultimamente. talvez pelas pedradas que andaram comprometendo o telhado do vizinho. talvez por irresoluta falta de responsabilidade com o que chamam de destino. eu ando sonhando no chuveiro. o canto da sereia. me entorpecendo todos os dias e me dando sempre 10 minutos de atraso. um presente que retribuo à base de endorfina. muita endorfina. e como feito um cavalo. pastagem virtual. cama siamesa. tudo que vier pela frente. dos dias que se passaram à noção de tempo que demorei a processar vou pedindo mais uma dose. não que meus dias andem bêbados. eu ando sem causa mesmo. talvez por desejar imensamente aquela brisa tão cara nos dias de hoje. quando não há ordem de despejo. não há pagamento. não existe cão que pague a falta do par. perfeito? ele foi embora e nem me ligou pra selar o fatídigo adeus. sofro feito uma puta velha. e ruim. como minha mãe sempre lembra. praqueles que não sabem amar. com contratos, com surpervisões do departamento social. com direito a deleite e sofrimento. o apego ao sofrimento. isso eu preciso abandonar. desesperadamente. pois bem sabemos que o pão de dores é recheado de sangue.

eu tenho um dever a cumprir, uma saúde a zelar, uma profissão a seguir, um compromisso a assumir, uma estreita relação desequilibrada entre o "eu" e o "seu", um medo de apavorar cães, uma receita pra dias inspirados, teclas, notas, pontos, vírgulas, espaços apertados, dígitos, e tudo anda me enchendo o saco.

até a conta no fim das contas.

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quinta-feira, 1 de julho de 2010


às vezes eu tenho a impressão errada dos fatos. tenho a opinião torta pra cereja. não tenho paciência para páginas reicidentes. arquivos. mando à merda um monte de pessoas. também defendo a unhas, dentes e cartilagens uns baratos. eu quero fazer uma música com ele. não quero visitar o porão de sua casa. com figuras surradas. preciso escapar de uns carniceiros. investir numa próxima virada. investir energia. minha constribuição equacionada em tempo e espaço enquanto tenho alguma chance. e precisa dar certo. aqui em mim, quem dita sou eu. quem precisa encontrar. eu preciso escapar dos milhões de olhos que me cercam. preciso mergulhar na piscina de sorvete de creme com liberdade. despudor. o que salta. que encontra o alvo e mergulha sem precedentes. pelo voo livre. pela adrenalina. mas já não sei se ganhar é preciso. eu sei que é travada a batalha. tem cor e cheira a chumbo. mil facas aladas em minha direção. uma tentação terrível. um prazer meticuloso. nem vou alimentar as daninhas no portão de casa. queria passar ilesa. mas não vou conseguir. não vou conseguir tapar a boca dos leões. não vou conseguir parar o tempo. não vou conseguir proferir impropérios. nem a liberdade de Deus.
então volto à terra em dura aterrissagem.
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pt.2 - o que me tira o sono.
ele chega e como quem não quer nada. leva tudo. que é meu. que eu sonho.
e eu só penso na enorme traição. no engano. na nossa morte. hoje eu perdi denovo o sol da manhã na porta. os dias andam numa beleza ímpar. lá fora.
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