terça-feira, 10 de novembro de 2009

acho que não dá tempo.


nem de postar.
vem uma onda de ansiedade acompanhada duma torção no abdome. homem. amanhã e depois.
uma novidade.
acho que quero muito. mesmo. vai me sair um pouco caro. eu acho.

sábado, 7 de novembro de 2009

verborragia sem título e identidade.


vou repartir.e repetir. O pão e o corpo de Cristo. irmãos.

por falar em coisas tristes. paixões decadentes,músicas sem fim.

DISCO ARRANHADO.

manhã lesada.vida com insuficiência no game boy.

minha mãe faz falta sabia? ruim essa coisa de ser sozinho.

opção.

nas lições da vida sempre fiquei no vermelho.

meio fio de rotatória.

andei me cansando de tanto trabalho.

opção.

se eu entregar meus pontos...

objetividade menina...

movimentos e gestos lânguidos.

gato

safári de almas.

minha alma chorando e vagando nuns precipícios aí.

figurinha de gibi repetida.

meu pai me deixou uma medalha de herança.

grandes bosta.

minha mãe me mandou escolher entre meu quarto e a rua.

fiquei com a 2ª opção.

uma vida toda errada feita de escolhas.

amparada em escoras.

inspirada em colares.

entregue à sorte.


pobre de mim.





.

terça-feira, 3 de novembro de 2009


hoje pela manhã pensava que alguma coisa me traria uma alegria. ledo engano. entardeço e anoiteço procurando. quadro vazio. moldura de anjos. uma vil dispensa de elogios. um fardo de cupins me roendo a coluna. uma gama de assuntos desinteressantes. saí à porta e percebi o fim da chuva. meu seio levemente arranhado. uma culpa me espiando. um bode vermelho. um manto sagrado me protegendo da frieza dos outros. seguia o dia e eu ainda tentando encontrar um vestígio de felicidade, podia ser uma alegria tímida, em tempos difíceis algumas coisas mudam de valor. de juízo. de lugar. andar sozinha ao sereno continua um resquício de solidão. minha mãe dizia que o que não se aprende pelo ensinamento se compreende no sofrimento. andei reparando a lentidão da chuva junto às luzes e à mancha de uma rua ilhada. alguns mortos embaixo do colchão. um conto sem final. um amigo falso. uma luz artificial. um mendigo pedindo passagem. meus olhos na janela do sótão. meu apertado blues de galeria. uma insônia que me atormenta o dia. o grande querido dos sonhos que faltou em boa hora. alguns versos perdidos. algumas notas amargas e receitinhas de auto-suficiência. minha decadência lúgubre. meu lustre de latinhas. sono no parapeito. me enforcaram no calendário. pediram mais dedicação. engoli algumas coisas pra não parecer que a errada sou eu. e aprendi boas maneiras pra não passar vergonha. por que é muito importante uma pessoa aprender onde cabe, onde é bem vinda e principalmente, onde é amada. meu quarto continua vazio, minha cama fria, quase mofando, e minha lágrima não desce.
acho que hoje eu morro sozinha denovo.
não sei se isso vai ser pra sempre. ou se isso é abandono de Deus.
a chuva vai embora e minha calçada tem limo. copiei as chaves. entreguei o imóvel.
percebi a solidão me esperando com um cigarro aceso na cama. a maldita nunca erra no relógio.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O número da sorte é 6139 e o bicho, coelho




ou revelação fugaz de um sonho à luz do dia.




eu andei confundindo algumas coisas. peço desculpas. e minha referência de afeto é de índole altamente duvidosa. meu sonho de antes. ou ontem. o objeto do desejo. pseudoanálise embolorada. é ausência com pitadas de carência. e parecia uma sentença. aquilo que eu li falando da gente. do beijo. do sono. da ânsia. queria dizer ao que seja lá o que isso for que não quero mais isso. preciso fugir o quanto antes disso que não quero ver. imprudência. significa imprudência. e beijar a pessoa amada quer dizer que este amor vai ficar cada vez mais forte. cuidado! imprudência ao deixar esta daninha se alastrar. queria conseguir a anestesia de Julieta. necessidade estranha de conquistar com rapidez o que desejo. o oráculo digital me revela. minha insensatez. amálgama santa. ou uma aventura de Alice. sim o coelho! a porta estreita dos eleitos. o tempo. minha implicância. ontem eu sonhei com o homem com o sol na cabeça. produto de um não sei o que. intrigas. maldade e falsidade. alto relevo em asfalto. pista falsa. retorno à embriaguez. torno meu dia um calvário de santos enternecidos com minha decisão calcada em metonímias. beleza de matéria plástica. e não quer dizer que optei por A ou B fiquei com C que me oferecia D, acreditando piamente em E. Diante a separação de corpos de F e G. seguiu-se um romance de barra de saia platônica. seguimos na superfície pois não sei nadar tão bem quanto a outra lá que te tira o sono e eu não quero lutar contra isso. prefiro ficar na minha cadeira de notícias e rir do absurdo que é a minha solidão e meus ais comedidos.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

moldando gelo

não é sobre isso. nem aquilo. construção sintática deficiente. milhas smyles. salto de edifício. fagulha de lareira. saltimbanco ao meio dia. injeção de ânimo. pré-disposição. calhau de quilha. ciúme. domínio. dor alheia. amor próprio. de outros. de rima. sânscrito. melado e merda. pinguins saltimbancos. geladeira de órgãos. à meia noite de véspera de dia de chuva você me liga e diz que está tudo bem. OK. entendi. borboletinhas na cozinha fazendo chocolate pra madrinha. olho de vidro. sais saponáceos. métrica caseira. parnasianismo de banheiro social. -me diz uma coisa.. -hun? -foi você? -sim, você nunca se importou... por que isso agora? -nada não. preciso andar um pouco. meio Forrest Gump. riso rarefeito. repare aquele recorte. percebeu uma fagulha de sangue? não saio do lugar mais. parece um ... um.. logarítmo de mar português. insistência. ontem quando me deixou com uma explicação didática me veio um amontoado de agulhas à garganta. -percebeu o sangue no recorte? amigos, amigos, à parte alguns resultados. um homem me passa à janela, aceno no século passado, sorriso contemporâneo, corpo de idade média, romance parnasiano, charme de musa romântica, cruel e fantasmagórica. debilidade crônica. antagonismo na bula. quociente de prazer interessante. um dia você vai perceber que a vida é mais difícil que uma conta de 2+2. conjectura infantil. imbecil tentativa. nulidade fortuita. decifre a cifra. sangue no recorte. frieza de cubo. calor e primavera. estações clichês e elevador de pipas.

concreto.hipnótico.sal.almíscar.luneta.banho-maria.



quinta-feira, 22 de outubro de 2009

blues and sky...


repaginando rotina. folhinhas novas de primavera-verão.

comprei mais uma. rosa. briga. merda!

ontem saí. na volta pra casa o queria desesperadamente.

preciso aceitar algumas coisas. eu e meu pícaro coração.

devaneio de nuvem. maçã inviolável. Ella na vitrola.

alguns segundos escorrendo pelos dedos. maresia.

mar e chuva. imagem chapada. dia de nuvem. cinza.

pictórico detalhe. esperança de barata. uma verdade a dizer

silêncio na estação. mão suja. ponto cego.

minha delicada confusão. preciso parar e criar.

preciso parar. preciso. a chuva chegou e preciso dormir.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

sempre deixando a desejar...


foi o que me disseram hoje. e acreditem. não foi a melhor índole. Ok. tenho vacilado bastante. tenho comido muita poeira também. e trabalhado sem pausa pra respiração. vamos seguir conforme o combinado senão eu piro geral na batata. meu humor anda numas escalas nada matemáticas. esquadria de poço. fundo de saco.

na odierna onda maratonística. vou seguir o menu. comerei bosta. salivei veneno. desculpe. prometo ser a última vez. a algo que não me dá ouvidos. uma mulher surda batendo em retirada. mãos e pés calejados. comiseração. denovo aquela necessidade de pena. denovo o voto de compaixão. ôh Cristo, me deixe andar por umas bandas, seguir um flerte de luz, matar uma mariposa, deixa vai... na contramão do refluxo gástrico. almoço mal pensado. cama virada a semana. poeira agarrada no teto. souvenir da primeira viagem intergalática. meus pés não sabem mais onde aportam. minha cabeça gira. meus rins reclamam. meu nariz acusa. aponto um deus órfão. não tenho mais aquela cor de céu. e a prateleirinha dos remédios encheu de cupim. me dêem uma morte menos dolorosa. me façam resignar a abelha rainha. me mandem às favas com essa mórbida e estéril tentativa de redenção. me cubra na angústia com um pano sujo e uma placa de denúncia.