sexta-feira, 31 de julho de 2009

tudo trancado.


não. já passei por isso outro dia. hoje não! as minhas mentirinhas andam voltando
pra casa num espanto terrível. como se eu não conseguisse mais a medida do certo e errado, pesado ou leve, ausência e desculpa. arrumei uma âncora milagrosa! metáforas meu caro. Madame Metáfora se despede com gestuais de uma Lady. Ela entra em campo em final de partida, come os restos de um break fast, toma chá de hortelã pra aliviar uma crise reumática.
ontem eu tentei falar com você e não concluí o assunto. que nem tão importante era. é só uma insistência boba. um jogo débil. cartas marcadas e repetidas. contei um pecado. dividi em tom de irmandade uma sensação. solidão é pros fortes! auto-tolerância é só pra quem tem saco. e esse papo de povoar a solidão é um discurso falho. a meu ver. é preciso chorar a partida de uma pessoa querida. você precisa enterrar seus mortos. e anda negando. arrumando desculpas. EU CANSEI.

terça-feira, 21 de julho de 2009

talvez ficar longe seja a melhor pedida.
uma escolha que eu não participo. acato.
só uma olhada do parapeito da janela do quarto antes do surto.

não pedi. me perderam e faz um tempo, acredito.


(ao tempo que anda frio. à minha mãe que anda resmungando.
às férias de escola e trabalho. ao meu: não sei o que fazer, e agora?)


estamos com certeza vivendo o pior de todos os tempos. o último.

acordei apocalíptca.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

um tour na Babilônia


as 24 horas do meu dia eu devo à Babilônia. e onde fica mesmo aquele lugar que eu tanto gosto?
quanto tá a passagem moço? -você não pode pagar. não era feliz hora alguma. Experimentava uma sensação estranha de não sou daqui, não sou dalí, não pertencimento, abandono breve. não existe poesia naquilo. e é tão longe. tinha na boca um emaranhado, uma confusão, amargo, língua amarrotada. na bolsa umas estrelas, medalha, condecorações de guerra, e ferrugem. hoje ela fez 100 anos. anda beijando o asfalto,
na lua sétima de astros indecisos, aceitando, passivamente. conivente. por conveniência. trocadilhos idiotas. falta paciência pra tanta burrice. e queimou suas roupas com propriedade.
alguns acreditam que ela não tem um parafuso na caixa craniana. existe esta possibilidade.
rendeu-se a uma vaidade importada. já não responde aos sinais vitais. alguns vermes se aproveitam. puro deleite. e a chamam pelo nome. preciso de reanimação cardio-respiratória. com desfibrilador. deixou o dia pra trás. passando ilesa entre os automóveis. chegou à reflexão. de forma didática, num local correto. arrumou umas letras. consertou uns compassos. encarcerou uma borboleta. olhou pras horas do relógio pendurado. correu o quanto pôde. sumiu enquanto era tempo. daquele lugar só leva a sujeira carimbada na alma. entendeu a violência assíria nas intenções. bala na agulha. escremento. palpite. foi presa brincando de casinha na rodoviária. que pra ela era um borboletário sem janelas.
...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

uma boa viagem na maionese...

então, fui ver o Grupo Galpão em BH.
cidade fria, bandidagem esquisita, medo de assalto.
perdi o trem (não sou mineira) e fui de ônibus.
ganhei um final de semana doido e corrido graças à uma paixão.
sim teatro é bom e eu gosto. e o Galpão...

meus ais.

quero pra toda vida!

terça-feira, 30 de junho de 2009

uma nota de despedida. fim e começo.

aos queridos que estiveram por perto, nós agradecemos.

engraçado o quanto certas coisas são importantes mesmo.
umas divagações sem importância.
um nada com nada com tudo a vê.

fim de temporada. um outro início.

muita porrada.
muita alegria.

meus dias são melhores quando sonho.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

saudade de um lugar


óh que saudade de Ouro Preto! aquelas ruas frias, o cachecol necessário, os ladrilhos, a névoa, aquele aroma de coisa quente sendo preparada, as cobertas pra cobrir o frio de uma noite, os arabescos, curvatura barroca, falta de ar, magia de luzes em uma cidade que não é de ninguém. quero levar meus melhores amigos, quero beber até amanhecer, quero aquele frenesi de gente sem pai e mãe por perto. calor e simpatia mineira. é lá que eu sinto a pior das solidões, que eu encontro os loucos, os pederastas, as ninfas, amigos emprestados, estranhos exóticos, alternativos sem causa, misantropos assindéticos, misoginia bélica, anfitriões de galeria, becos escuros, subterrâneos que não existem mais. delicatessen. souvenir. capuchino. geléia de amora. lanche no fim de tarde pra aguentar o rock. horas que caem. o sino da praça central. a forca de Tiradentes. meus pedaços em cada lugar daquela cidade. uma escadaria com abrigo. um homem fazendo companhia. histórias sem fim. aquela cia de atores da rua. missa. procissão. excesso. o que me hipnotiza nesse lugar é o poder de parar no tempo, seu céu azul gelado, brisa seca, pôr do sol, friozinho no estômago.
Ouro Preto não tem mar, não precisa.



um dia eu volto...