terça-feira, 21 de julho de 2009

talvez ficar longe seja a melhor pedida.
uma escolha que eu não participo. acato.
só uma olhada do parapeito da janela do quarto antes do surto.

não pedi. me perderam e faz um tempo, acredito.


(ao tempo que anda frio. à minha mãe que anda resmungando.
às férias de escola e trabalho. ao meu: não sei o que fazer, e agora?)


estamos com certeza vivendo o pior de todos os tempos. o último.

acordei apocalíptca.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

um tour na Babilônia


as 24 horas do meu dia eu devo à Babilônia. e onde fica mesmo aquele lugar que eu tanto gosto?
quanto tá a passagem moço? -você não pode pagar. não era feliz hora alguma. Experimentava uma sensação estranha de não sou daqui, não sou dalí, não pertencimento, abandono breve. não existe poesia naquilo. e é tão longe. tinha na boca um emaranhado, uma confusão, amargo, língua amarrotada. na bolsa umas estrelas, medalha, condecorações de guerra, e ferrugem. hoje ela fez 100 anos. anda beijando o asfalto,
na lua sétima de astros indecisos, aceitando, passivamente. conivente. por conveniência. trocadilhos idiotas. falta paciência pra tanta burrice. e queimou suas roupas com propriedade.
alguns acreditam que ela não tem um parafuso na caixa craniana. existe esta possibilidade.
rendeu-se a uma vaidade importada. já não responde aos sinais vitais. alguns vermes se aproveitam. puro deleite. e a chamam pelo nome. preciso de reanimação cardio-respiratória. com desfibrilador. deixou o dia pra trás. passando ilesa entre os automóveis. chegou à reflexão. de forma didática, num local correto. arrumou umas letras. consertou uns compassos. encarcerou uma borboleta. olhou pras horas do relógio pendurado. correu o quanto pôde. sumiu enquanto era tempo. daquele lugar só leva a sujeira carimbada na alma. entendeu a violência assíria nas intenções. bala na agulha. escremento. palpite. foi presa brincando de casinha na rodoviária. que pra ela era um borboletário sem janelas.
...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

uma boa viagem na maionese...

então, fui ver o Grupo Galpão em BH.
cidade fria, bandidagem esquisita, medo de assalto.
perdi o trem (não sou mineira) e fui de ônibus.
ganhei um final de semana doido e corrido graças à uma paixão.
sim teatro é bom e eu gosto. e o Galpão...

meus ais.

quero pra toda vida!

terça-feira, 30 de junho de 2009

uma nota de despedida. fim e começo.

aos queridos que estiveram por perto, nós agradecemos.

engraçado o quanto certas coisas são importantes mesmo.
umas divagações sem importância.
um nada com nada com tudo a vê.

fim de temporada. um outro início.

muita porrada.
muita alegria.

meus dias são melhores quando sonho.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

saudade de um lugar


óh que saudade de Ouro Preto! aquelas ruas frias, o cachecol necessário, os ladrilhos, a névoa, aquele aroma de coisa quente sendo preparada, as cobertas pra cobrir o frio de uma noite, os arabescos, curvatura barroca, falta de ar, magia de luzes em uma cidade que não é de ninguém. quero levar meus melhores amigos, quero beber até amanhecer, quero aquele frenesi de gente sem pai e mãe por perto. calor e simpatia mineira. é lá que eu sinto a pior das solidões, que eu encontro os loucos, os pederastas, as ninfas, amigos emprestados, estranhos exóticos, alternativos sem causa, misantropos assindéticos, misoginia bélica, anfitriões de galeria, becos escuros, subterrâneos que não existem mais. delicatessen. souvenir. capuchino. geléia de amora. lanche no fim de tarde pra aguentar o rock. horas que caem. o sino da praça central. a forca de Tiradentes. meus pedaços em cada lugar daquela cidade. uma escadaria com abrigo. um homem fazendo companhia. histórias sem fim. aquela cia de atores da rua. missa. procissão. excesso. o que me hipnotiza nesse lugar é o poder de parar no tempo, seu céu azul gelado, brisa seca, pôr do sol, friozinho no estômago.
Ouro Preto não tem mar, não precisa.



um dia eu volto...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

ESTRÉIA

enfim. chegou e passou o grande dia. queria deixar um depoimento.
a prova de fogo foi ontem. mamãe tava na platéia. eu chorei feito um bebê
no final. eu abracei minha mãe muito forte. gosto de minha mãe demais da conta.
eu devo muito a ela. devo a paciência que ela teve e a onda que ela segurou quando
estive fora, bobeira é não viver a realidade, bem que se quis..depois de tudo..ainda ser feliz...
mas já não há caminho pra voltar.. e o que a gente fez da nossa vida..

ahhh vida doida.

e bandida.

tivemos uma bela estréia ontem, todos estávamos ansiosos, e o desejo de provar uma platéia
era deicioso. Estamos na loucura e correndo contra o tempo e intempéries. Nem um evento fora de hora conseguiu atrapalhar a gente. Entrar como leões, assaltar a platéia, arrancar sorrisos, carregar elogios, angariar outra posição, outra postura, queremos transformar, queremos fazer, e ir além, avante. Que tenha dor, tenha tato, cheiro, cor. Faremos. é uma questão de honra. é nome em jogo. é qualidade. loucura. é imprevisível. Presente. Angustiante. Torcida. Expectativa. Leitura multi. estaca zero. altos vertiginosos. alucinação. delírio mesmo. Necessário.

assumo minha vontade e minha escolha.

valeu a pena mãe, valeu cada domingo perdido de almoço em família,
cada noite dormida fora de casa, cada minuto, cada investida, toda dor,
toda alegria, nós escolhemos isso pra vida, e é muito sério.


obrigado a todos que estiveram presentes.
aos que virão.
aos que passam.
aos que ficam.
aos ouvintes.
aos amigos.
aos parentes.
aos funcionários.
a todo o mundo.


teatro: faço porque gosto. hehehe
pra amar o mundo como ele é.