quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

dreams




só faço o que posso, justifico a insônia contando quantos passos preciso pra atravessar uma Avenida movimentada. Quando o sol se revela no dia, clareia alma, pensamento, gesto.


Tenho uma superfície madrepérola, janela da lua.




Uma vez conheci um cara nordestino, que respondia por Ceará, apelidado carinhosamente por seus colegas de trabalho. Vinha do árido sertão, contou com uma emoção que não sei definir e aquele sotaque original, tipo num flash de filme, quando ligou pra sua mãe pela primeira vez depois de sumir de casa (nas suas contas faziam sete dias):




-Mãe! Alô mãe!




-Meu filho! Onde cê tá, meu filho?




-Mãe, eu tô em Anchieta, ES.




-meu filho, vem almoçar! a comida tá pronta, cê tá bem?




(acho que ele quase chorou)




-ôh mãe, num vai dar pra ir almuçá não, eu tô longe demais mãe. É outro estado.




ele me contou que depois que saiu nunca mais voltou praquele lugar, nem tinha vontade de voltar, saiu de lá na cara e na coragem. esse cara fez acontecer, nisso ganhou minha admiração.




é só isso que eu tinha pra falar.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

já faz uns 4 dias que não durmo em casa. ando movida a gasolina, com aquela mesma idéia assassina na cabeça. perdi a paciência com psicologismos de merda pra aceitar o outro.
não durmi o suficiente. desculpem a frieza. se de lá pra cá a sorte que me escapa sempre, der um sorriso, quem sabe...

passou uma ambulância, era tarde, aquele velhinho que estava podando a árvore deu seu último suspiro num infarte. humanos estão suscetíveis à morte.

uns toques fúnebres. morte pública. aglomeração de curiosos. não tem graça continuar escrevendo. alguém que eu nem sei o nome acaba de morrer caído de uma árvore, a uns 100 metros daqui.


tenho medo.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009


passou pelo espelho, notou um vulto, não era sua sombra, confundia-se espectro com cara amarrotada, era aquela menina? era uma visão do inferno? o que vinha a ser aquilo projetado em imagem? Não reconheceu o próprio rosto, lia coisas falando de alienação e não se dava conta. só sabia que o saldo estava negativo. no vermelho. dura feito pau de tarado. e feliz aquela coisinha. ela era feliz e ainda acreditava. feinha de dar dó. mas acreditava, via, fazia, corria, e tirava tempo pra ver o sol ir embora. chorava por acreditar e dar certo, caía do salto, chateava, apurrinhava, areia no sapato. um 38' resolveu. tão fácil, e ninguém pensou nisso antes. só ela.



textinho tosco!






sexta-feira, 30 de janeiro de 2009


"e essa tragédia que é viver... e essa tragédia... tanto amor.. que fere e cansa.."

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009


"sei que nada será como está.. amanhã ou depois de amanhã..
resistindo na boca da noite um gosto de sol.." Elis

vamos a uns pormenores. novos planos. dou minha palavra de homem que algo tem que dar certo, tudo irá crescer. minhas dores de cabeça eu curo com analgésico. minha chatice eu amarro num canto. minha velhice eu deixo pra depois. na manhã de uma estação chuvosa eu coloquei uma foto na janela. ontem eu vi aquele sol da janela mais querida.. sabe que me vale uma porção de terreno no céu? aquele olho falando açúcar, e toda vez que deixo me levarem, sou eu quem derreto. vamos definir uma coisas, uma alegria se aproxima. preciso me preparar.


aos que me acompanharem, eu quero mais, e me atiro sem preocupar com a volta. Avisei.



segunda-feira, 26 de janeiro de 2009


vou dizer que foi vontade de aparecer, mostrar do que uma pessoa é capaz em tempos incertos,
vou dizer que foi pra alimentar o ego, pra voltar a acreditar, sei lá. só foi estranha a recepção da platéia. o pior é não saber se foi bom ou ruim, mas ficaram estupefatos (é essa a palavra?), ando em campo minado. tão à flor da pele..



It's possible... it's possible...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

forçando a barra

às vezes algumas pessoas acham estranho o jeito de eu me portar em determinadas situações, eu sou estranha mesmo. o que anda me tirando o sono ultimamente é o pensamento reicidente de ..-como eu fui deixar que as coisas chegassem a esse pé?[...] acúmulo. sobrecarga. uma sensação esquisita de falta. café frio. então vou dizer uma coisa. não digo. o preço da angústia não cabe no poema.



.