segunda-feira, 12 de março de 2012
frutas amorfas, paladar de pinguim
Pinguins comem peixe, certo? Peixes nadam, nadam, nadam e nadam, correto? Caí do alpendre da varanda por fraqueza nos ossos e miopia. Viu? Os calços do andar estão frágeis, eu tropecei e caí. Frágil. Cambaleante, trôpega e confusa como sempre. Mas aquilo que eu queria te dizer ainda está por vir, creio eu, seja uma revelação dos sete selos de Matusalém. Você anda tão frio e distante caro correspondente. Você anda frio e distante cuidando da sua vida. Isso é muito importante. Só preciso saber onde entro e onde fica a porta de saída da sua estreita fresta para "RELACIONAMENTOS AFETIVOS", ou "RELACIONAMENTOS POR CONFIABILIDADE/RESPEITO/DEDICAÇÃO" ou "AOS QUE PASSAM, ANDAM E ESQUECEM, um beijo, me liguem!". O senhor deveria cravar às suas portas estacas de junco, colocar molhos de alho, inseticida para vespas. Tem vampiros à sua volta, eles te olham, te tocam, comem e beliscam sua pele. Faça um mousse de alho. Fica a dica. Vampiro é uma figura forte. Tenho medo de vampiros. PAVOR. Não permita Deus que eu morra de mordida de vampiro. Sei que é tarde e o papo é pra boi dormir. Nonsense sertanejo. Caramujo debutante. No dia que eu conseguir traduzir, te mando o código. Por enquanto é só pra fazer mesura mesmo. É só pra gastar tempo. Tapar lacuna. Eu não consigo chorar. Nem dormir.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
"o sol que atravessa essa estrada que nunca passou..."
amor é flor rara.
confiança é mato.
dinheiro é problema.
ainda dói e Deus não ouviu,
que se dane cada palmo de esparadrapo. enfaixa ombros, cabeça, mãos, seios.
vejo o que posso. navego em piso-poeira, manso mar, plástico-bolha.
tudo dói e Deus nem quer saber o que se passa
Deus perdeu a paciência
Eu morri. e não sei onde caí. morri por aí...
Ele que tanto tanto tanto eu queria, se era amor, sei lá, se morri no mar... Ele. Sufocou cada suspiro [amor]. Ele deixou tudo limpo [abandono]. Terreno baldio [corpo]. Casa vazia [eu]. copo de medidas [o que sobrou].
Foi um erro. Um erro gostar tanto de alguém. é doce morrer no mar.
***
amor é flor rara.
confiança é mato.
dinheiro é problema.
ainda dói e Deus não ouviu,
que se dane cada palmo de esparadrapo. enfaixa ombros, cabeça, mãos, seios.
vejo o que posso. navego em piso-poeira, manso mar, plástico-bolha.
tudo dói e Deus nem quer saber o que se passa
Deus perdeu a paciência
Eu morri. e não sei onde caí. morri por aí...
Ele que tanto tanto tanto eu queria, se era amor, sei lá, se morri no mar... Ele. Sufocou cada suspiro [amor]. Ele deixou tudo limpo [abandono]. Terreno baldio [corpo]. Casa vazia [eu]. copo de medidas [o que sobrou].
Foi um erro. Um erro gostar tanto de alguém. é doce morrer no mar.
***
domingo, 8 de janeiro de 2012
você vai lembrar
vai sim. você vai lembrar de mim.
que essa lembrança doa no fundo da sua alma. seja o nódulo que não dissolve na artéria. eu vou ser pra você o pior pesadelo e a pior culpa. no dia que você se estiver sozinho, minha falta vai doer como um uivo, como um raio partindo o peito em dois, como formigas Saúvas te arrancando sangue na gengiva. A minha praga é pra que você vague por muitos e muitos dias me procurando no deserto. Vai doer em você tudo o que você me fez. E isso não é maldição, é justiça. Vai doer tão quanto ou igual, tanto faz, é a mesma merda. E se você não me ama ou me enganou, a praga é muito pior. Os seus dentes vão calcificar na boca, você vai beber água salgada, vai nadar na lama, vai abraçar um réptil antes dormir toda noite. Vai ser pisoteado por um cão tão infeliz quanto você. e se você sobreviver apesar de tudo, tenha certeza, será pra me ver rebolar com um dançarino de axé no caixão que eu encomendei pra você.
um definitivo VAI SE FUDER!
PRA CASA DO CARALHO! ME DEIXA EM PAZ SAUDADE DE MERDA.
***
que essa lembrança doa no fundo da sua alma. seja o nódulo que não dissolve na artéria. eu vou ser pra você o pior pesadelo e a pior culpa. no dia que você se estiver sozinho, minha falta vai doer como um uivo, como um raio partindo o peito em dois, como formigas Saúvas te arrancando sangue na gengiva. A minha praga é pra que você vague por muitos e muitos dias me procurando no deserto. Vai doer em você tudo o que você me fez. E isso não é maldição, é justiça. Vai doer tão quanto ou igual, tanto faz, é a mesma merda. E se você não me ama ou me enganou, a praga é muito pior. Os seus dentes vão calcificar na boca, você vai beber água salgada, vai nadar na lama, vai abraçar um réptil antes dormir toda noite. Vai ser pisoteado por um cão tão infeliz quanto você. e se você sobreviver apesar de tudo, tenha certeza, será pra me ver rebolar com um dançarino de axé no caixão que eu encomendei pra você.
um definitivo VAI SE FUDER!
PRA CASA DO CARALHO! ME DEIXA EM PAZ SAUDADE DE MERDA.
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Acredito demais que as pessoas são muitíssimo bem intencionadas.
Preciso aprender a tomar cuidado com isso. Nem tudo é o que parece e nem todo mundo me ama. não da forma como imagino. Sabe-se lá.
Triste também é quando se é medido por seu alcance aquisitivo.
É ver o cinismo estampado. De mim só tem respeito esse tipo de gente. EU RESPEITO.
Não espero nada além.
***
Preciso aprender a tomar cuidado com isso. Nem tudo é o que parece e nem todo mundo me ama. não da forma como imagino. Sabe-se lá.
Triste também é quando se é medido por seu alcance aquisitivo.
É ver o cinismo estampado. De mim só tem respeito esse tipo de gente. EU RESPEITO.
Não espero nada além.
***
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
fast scene
muda-se o Cáucaso.
uma mulher. distinta.
visível abalo emocional. luz de rua. sapatos nas mãos.
[pega o celular. disca]
mulher: -Alô? Dona Brígida, chama seu filho pra mim por favor... é urgente. Como ele não vai mais me atender? A senhora virou menino de recado agora? Sabe o que o seu filho é? Um idiota! Um estúpido, isso sim... um ba... puta merda, me desligou na cara! É só eu falar umas verdades que ela não aguenta.[para o telefone] Filho da puta! Filho da puta! Desgraçado filho da puta... Teu filho dona Brígida... é um desgraçado filho da puta!
[à parte com marcha nupcial]
-Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença... por todos os dias de minha vida, até que a morte nos separe. Hãn, vá à merda!
Eu era toda dele, tudo era pra ele, cada pedaço de mim, cada tira que me envolvia era praquele filho duma puta miserável. Um vampiro! Sempre estranhava a forma como eu deixava as unhas cortadas, reparava uns detalhes tão... improváveis... Me abraçava duma forma sufocante. Dizia que era o abraço de urso, quebra ossos. Me fudeu esse desgraçado. Eu percebi que ele andava meio estranho, pensei que fosse a pressão do casamento chegando, talvez alguma coisa no trabalho, pensei até em macumba! O desgraçado me foge. Disse que ia alí comprar cigarro, ok, depois que eu me liguei e vi, peraí, ele não fuma! Que diabo ele vai fazer indo comprar cigarro? Mensagem subliminar, queria me avisar que não voltaria... eu burra, só vi quando percebi que ele tinha levado uma tarde inteira na rua pra buscar uma merda dum cigarro.
[acende um cigarro] O desgraçado tava é bem com outra, e outra... e outra... Bancava o Rachid com as [faz um gesto] idiotas. Como eu fui idiota, puta merda... Mulher burra!
[volta, pega o celular]
Última tentativa... 9-8-7-6-5-4-3-2... ateeeende... atende! Caiu! Alá! Esse filho da puta tá vivo e me deve uma boa desculpa!
[sai enfurecida de cena. Entra um rapaz bem afeiçoado.]
-Elas gostam. Eu falo não.. mas elas insistem... são umas cachorras mesmo... eu prefiro assim. Do meu jeito! [ensaia como se tivesse de frente para um espelho]
-Não Gisele... agora não... tô com dor de cabeça... amanhã tá certo? Amanhã te pego gostoso com direito a mordidinha [pisca] hãn. Beijo gata. Não Angela... tenho uma reunião daqui a uma hora tô encrencado...amanhã a gente se afoga na banheira do parquinho... beijo gatinha... Agora não Solange! Você sabe que eu não posso deixar a mamãe sozinha no mercado... amanhã você passa lá em casa... beijo gata delícia do Gugu!
ÀS vezes eu acho que pode dar merda, confesso, mas essa adrenalina me dá uma tesão! Recusar meu amigo, é a chave do sucesso... elas voltam se arrastando feito umas cachorras, e eu gosto dessa cerimônia, sou louco por uma cadela!
[tiros, o referido moço cai baleado]
mulher: -Pois vá comer suas cadelas no inferno seu desgraçado! Tá pensando o quê? Ia passar batido? Ha! Ri melhor quem ri por último. E EU, ouviu bem? EEEU ri por último, EEEu dei fim na sua festinha, seu bosta! Antes de cheirar o rabo duma cadela, se certifique que ela não guarde ressentimentos, que ela não seja capaz de perder noites de sono esperando o cachorrão chegar junto. Filho da puta. Filho da puuuuta! [chuta o referido moço] Tava pensando que ia me deixar e ia ficar barato? [chuta] Hãn? Tava pensando que ia sair pra esbórnia e a cadelinha indefesa aqui ia ficar em casa chupando osso enquanto o bonitão arrastava mais cadelinhas pra carrocinha? [chuta] Essa é pra você aprender [chuta] Essa é pra você me pagar [chuta] Essa é pelo aluguel do vestido [chuta] Essa é pelo bolo [chuta] Esse é pelo buraco que você abriu aqui óh [atira]. Você acabou com qualquer coisa que eu podia um dia carregar de bonito em mim...
[...]
preciso dormir.
uma mulher. distinta.
visível abalo emocional. luz de rua. sapatos nas mãos.
[pega o celular. disca]
mulher: -Alô? Dona Brígida, chama seu filho pra mim por favor... é urgente. Como ele não vai mais me atender? A senhora virou menino de recado agora? Sabe o que o seu filho é? Um idiota! Um estúpido, isso sim... um ba... puta merda, me desligou na cara! É só eu falar umas verdades que ela não aguenta.[para o telefone] Filho da puta! Filho da puta! Desgraçado filho da puta... Teu filho dona Brígida... é um desgraçado filho da puta!
[à parte com marcha nupcial]
-Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença... por todos os dias de minha vida, até que a morte nos separe. Hãn, vá à merda!
Eu era toda dele, tudo era pra ele, cada pedaço de mim, cada tira que me envolvia era praquele filho duma puta miserável. Um vampiro! Sempre estranhava a forma como eu deixava as unhas cortadas, reparava uns detalhes tão... improváveis... Me abraçava duma forma sufocante. Dizia que era o abraço de urso, quebra ossos. Me fudeu esse desgraçado. Eu percebi que ele andava meio estranho, pensei que fosse a pressão do casamento chegando, talvez alguma coisa no trabalho, pensei até em macumba! O desgraçado me foge. Disse que ia alí comprar cigarro, ok, depois que eu me liguei e vi, peraí, ele não fuma! Que diabo ele vai fazer indo comprar cigarro? Mensagem subliminar, queria me avisar que não voltaria... eu burra, só vi quando percebi que ele tinha levado uma tarde inteira na rua pra buscar uma merda dum cigarro.
[acende um cigarro] O desgraçado tava é bem com outra, e outra... e outra... Bancava o Rachid com as [faz um gesto] idiotas. Como eu fui idiota, puta merda... Mulher burra!
[volta, pega o celular]
Última tentativa... 9-8-7-6-5-4-3-2... ateeeende... atende! Caiu! Alá! Esse filho da puta tá vivo e me deve uma boa desculpa!
[sai enfurecida de cena. Entra um rapaz bem afeiçoado.]
-Elas gostam. Eu falo não.. mas elas insistem... são umas cachorras mesmo... eu prefiro assim. Do meu jeito! [ensaia como se tivesse de frente para um espelho]
-Não Gisele... agora não... tô com dor de cabeça... amanhã tá certo? Amanhã te pego gostoso com direito a mordidinha [pisca] hãn. Beijo gata. Não Angela... tenho uma reunião daqui a uma hora tô encrencado...amanhã a gente se afoga na banheira do parquinho... beijo gatinha... Agora não Solange! Você sabe que eu não posso deixar a mamãe sozinha no mercado... amanhã você passa lá em casa... beijo gata delícia do Gugu!
ÀS vezes eu acho que pode dar merda, confesso, mas essa adrenalina me dá uma tesão! Recusar meu amigo, é a chave do sucesso... elas voltam se arrastando feito umas cachorras, e eu gosto dessa cerimônia, sou louco por uma cadela!
[tiros, o referido moço cai baleado]
mulher: -Pois vá comer suas cadelas no inferno seu desgraçado! Tá pensando o quê? Ia passar batido? Ha! Ri melhor quem ri por último. E EU, ouviu bem? EEEU ri por último, EEEu dei fim na sua festinha, seu bosta! Antes de cheirar o rabo duma cadela, se certifique que ela não guarde ressentimentos, que ela não seja capaz de perder noites de sono esperando o cachorrão chegar junto. Filho da puta. Filho da puuuuta! [chuta o referido moço] Tava pensando que ia me deixar e ia ficar barato? [chuta] Hãn? Tava pensando que ia sair pra esbórnia e a cadelinha indefesa aqui ia ficar em casa chupando osso enquanto o bonitão arrastava mais cadelinhas pra carrocinha? [chuta] Essa é pra você aprender [chuta] Essa é pra você me pagar [chuta] Essa é pelo aluguel do vestido [chuta] Essa é pelo bolo [chuta] Esse é pelo buraco que você abriu aqui óh [atira]. Você acabou com qualquer coisa que eu podia um dia carregar de bonito em mim...
[...]
preciso dormir.
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