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segunda-feira, 9 de maio de 2011
o canto da sereia
quinta-feira, 28 de abril de 2011
entender o quê?!

entender que velo seu sono.
entender que quando o sol bate no seu rosto tudo ilumina.
entender que eu ando mais sozinha que sandália de Saci.
entender que eu quero fazer uma música. que doa. doa tanto.
que me persiga no meio da noite buscando um canto.
entender que eu preciso enxugar essas lágrimas.
entender que não tem fim, volta, meio, canto, nada.
você não precisa entender nada. sou eu que tô inventando.
domingo, 24 de abril de 2011

foto de Francesca Woodman.
música: Janis Joplin (playlist)
em casa: um vazio boçal
no rosto: um esboço triste
na alma: uns buracos de pista
no coração: sangue e 2 ventrículos
na memória: martelos
nos olhos: uma paisagem árida
na boca: 1 selo
nos dentes: ódio
nas unhas: um vermelho com resquícios de tecido epitelial
na garganta: um fosso.
não vou dar conta de mim nos próximos dias. jurava ter guardado seu beijo em alguma compota com açúcar que chega doer o canto da língua. nosso açúcar. mas agora eu só posso chorar. só consigo chorar. me desculpe. mas eu preciso chorar por isso tudo. pelos maus entendidos. pelo que ficou pra trás. por aquele senhor andando na beirada da estrada. meus pulmões. sua perda. a mentira que toda essa gente fabrica e joga na vida da gente. os fantasmas de Matacavalos. nosso herói queimado em praça pública. minha alma febril e latente. a verdade que espanca, me deixa de joelhos arriados, fraca, suja e pequena. esse peito tuberculoso, ardil, traiçoeiro,malfazejo de andorinha borra-botas.
melhor não espalhar aos quatro ventos o cismo de felicidade. foram 4 graus na escala. contabilizo as horas pra que elas me caibam no bolso. limpando lágrimas calejadas.
Honey,
o mundo, estar vivo, significa algo.
E eu amo algumas pessoas. Violentamente.
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segunda-feira, 18 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011

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antes de qualquer coisa/ tudo está bem/ nem tudo/ mas bem/só acho que vou precisar de umas dosagens de hiperprontidão pra encarar uns pergaminhos esquisitos/ ouço Tim Maia e identifico o azul, o mar/ gostava tanto de você/ não consigo correr/ nem deixar de acordar/ queria não acordar hoje/ queria alguém dividindo um cobertor.
...
terça-feira, 15 de março de 2011

Para amar, é preciso calma.
me acostumei. e fui tomando espaço. pouco a pouco me perdendo. a ponto de não saber por onde ando. nem a quem oferecer tanto afeto. só vejo uma turva vontade de te encontrar e saber dos pormenores do seu dia. me disseram que você morreu há tempos. me disseram que morri junto a tí numa primavera pastoril. o esboço do seu sorriso eu guardei, na pele. seu verso eu esculpi na lápide. nosso amor vive em um ninho de duas andorinhas cansadas. Que teimam em não viajar no verão. Que teimam em saborear este longo e tenebroso inverno.
(PS.: também achei tudo isso muito brega)
terça-feira, 1 de março de 2011
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