sexta-feira, 22 de outubro de 2010

"agradeço às forças emotivas motoras provedoras da minha felicidade ou deste estado alucinado de rarefeita satisfação "


expira em 4,3,2...


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-tem festival: isso é bom pra cacete.

-tem dinheiro entrando: eu gasto tudo com muita facilidade.

-tem casa pra cuidar, cabelo pra cortar, namorado pra arrumar, cartas a escrever...

quero o lado feliz, só luz na minha minha vida. só luz.


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segunda-feira, 18 de outubro de 2010







se eu não quero aguentar sua ignorância, problema é meu.

se eu faço questão que me xingue. problema meu também.

assumo o erro.

não queria teu olhar atravessado. tampouco voltar a ter qualquer tipo afeição.


pode me xingar. pode me matar de ódio milhares de vezes.

não sofro.

não quero.

não vou ao teu enterro.

não faço questão da mingalha de afeto.

não quero mais seu disfarce.

não preciso da sua arrogância.

não preciso lhe provar mais nada.


e nem quero que me dê atenção. não sou criança.

vou deixar você quieto até que o tempo consiga passar ileso entre a gente.

é melhor assim. fico menos arranhada e mordida.



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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

compêndio das horas

Quero.
ele na minha casa.
na minha cozinha.
tocando a sua música.
só pra mim.


[por acreditar na felicidade clandestina].

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

delírios de Dorothy



-deixe a luz do céu entrar...[3x]
uma menina com seu cavalo manco branco em dia de procissão. imagens paregóricas.
uma salva de palmas à imbecilidade ultrajada, ré confessa, diz ela, abusada sexualmente na infância. Dorothy contratou um padre. Pegou-o à tiracolo. deu três leves sermões. contou-lhe uma anedota com pitada de reverência eclesiástica. tomou pra si critérios e valores aturdidos. burro turdilho. batizado equino. obrigou o padre a batizar seu cavalo manco "burro turdilho". e seguiu com fé. por que a fé não costuma falhar.
-aterriza Dorothy!
ele não vai te ligar. todos aqueles rostos não farão sentido algum na estante. você vai continuar colecionando selos. procurando rima na rodoviária do Catete. atirando para todos os lados. decifrando a síndrome que lhe tira o sono. curando uma gripe. dedilhando uns acordes. ele me tira do sério com toda aquela certeza. e eu sei que não posso. não consigo. não vou trair. e me torno uma patética senhora fora de hora. imbecil. muito imbecil.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

ao fundo, o poço.


inverte-se os anagramas. você pode ouvir ao menos uma vez na sua vida a sinfonia que arde no peito?[região à altura do plexo solar] onde foi que você deixou suas polainas? você é muito louco ou eu que sou sonhadora demais? sabe, queria fazer de nós um conto bom. algo como música pra dormir. poxa, como eu gosto do seu jeito de desprezar tudo à sua volta. é. você transforma um dia em uma odisséia [ponto: não me balizar em inúteis palavras de cunho e significado escuso - arredio - vocabulário pernorsticida]. A fábula e o encanto. onde as crianças são felizes. páre de me olhar com ternura que não sei lidar com isso. posso responder como um cão. sabia? avançar e salivar. lamber. risos. vamos dilatando os vasos. encobre-se o buraco que você abriu nos olhos pelo medo de chorar pela vigésima noite seguida. agora nós precisamos afinar, aplicar com maestria todo encargo carimbado na alfândega. [só consigo escutar os motores, me avisa quando chegarmos às véperas vias de fato].

tenho fôlego curto. preciso aproveitar a maré dos enganos e alcançar uma nuvem.

tem uma criança, um bonde, uma fumaça, vidraças, quadrinhos animados, convulsão lírica, e aquilo que você tanto teme. o sopro entre os ouvidos. tudo com vapor efêmero.


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