segunda-feira, 30 de agosto de 2010

3x4 poente.

nem toda roupa foi lavada. não consegui antecipar metade do holocausto czarino. vigias noturnos invadem minha cozinha. eu não sei cantar devagar pra te acompanhar. também não consigo atenuar o grau da miopia. as legendas se embaraçam. perco meio começo e fim. eu sei que você não acredita em mim. e nem eu aposto fichas romanas. eu sei que toda essa fumaça está encantada. e tudo que precisa de sal está velado. não comecei a esboçar a fuga. e não. não vou esconder de você a minha sujeira. escamoteá-la é defesa. por isso apreciam meu cinismo. só sei agradecer postais de estranhos. e dizer que hoje ele salvou meu dia ligando cedo. e isso foi mágico. e contnuo não dependendo do veneno dessa gente. que é pérfida e atende só o que lhes beneficia. em acordo. contrato. talvez estejam encomendando meu assassinato. mas aviso ao pistoleiro que ele terá um pouco de trabalho. pois costumo persuadir a morte em dias estranhos.

menti. sujei. perdi por não ficar quieta. éh. devia ficar calada pra não chorar.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

terça-feira, 24 de agosto de 2010

descartáveis




são o futuro do planeta. cinicamente. e eu juro que fiz aquilo tudo por você pra dizer sem palavras que gosto de você. não vou falar em amor por que estamos lidando com horários,fichas e tabelas. não. não é amor. é descartável. deformável. frágil. irritante. vulgar. lixo.
abstenha-se. liberam toxinas.

confabulando


tudo colocado em questão. OK. Mr.Monster. Ok... vamos à baila novamente. perdi o controle. confesso. confesso. confesso. e em nada muda essa merda de vida. embora siga o mesmo ritmo hard. enlatei os pães. comi umas lagartixas. salvei páginas virtuosas. tá tudo bem. e eu continuo a perguntar. onde fica o botãozinho escrito GO! All the air,now!!! please Mr.Monster. Help me! Preciso levar mais a sério isso tudo. mas eu não consigo. parece trabalho de macumba (objeto de culpa), mas deve ser mesmo... fizeram macumba, só pode. tá tudo amarrado essa pôrra. onde começo a desatar essas amarraduras? hein? conversa comigo pra mim: onde foi que você deixou o estilete pra começar a cortar essas amarras malditas? lembra a sua agilidade pra apostar corridas em bordas de precipício? você era a número 1. por quÊ? não... não... eu não mereço a cara de cão de todos os dias. eu não quero morrer na merda. eu não quero minguar à sorte da comiseração alheia. não... existe lado? existe porta? existe saída
pra toda humilhação diária? existe um bode expiatório para todas as minhas frustrações? existirá salvação para um ser sem medidas? existirá luz no fim do poço? falar nisso uns mineradores ficaram presos uns muitos metros em uma mina no Chile e as previsões de resgate mais otimistas calculam que lá pelo Natal serão completamente resgatados. meniina e você reclamando da sua vida, que irresponsabilidade hein?! imagina os caras lá fudidos, presos, sem TV, sem mulher, comida eles terão, os bombeiros criaram uma sonda batizada "cordão umbilical", doce ironia, presos quase no centro da terra por uns 4meses. sem luz natural. sem mulher, repito, e ainda na iminência de desabar terra a qualquer momento e morrerem soterrados. isso é que é adrenalina. uowww!
estou cavando poços.
morrendo soterrada.
mas na superfície. onde há terra nos olhos.
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

aberta a temporada de caça. a ostras

a partir dalí não houve nenhum contato. ele e sua blusa de tecido estranho. ela com maquiagem nos olhos e suporte nas ancas. livre e louca. sai varrendo marquises. encara o guarda na esquina e pergunta-lhe o nome. estapeia o entregador de jornais. limpa mais um pote de vidro para iguarias. sempre alucinada. pergunta-se se é ciência ou brincadeirinha de fantasmas aqueles metais voando na cozinha. tudo anda muito turvo. da visão ao horizonte. escala lunar. traumas. flechas. ísquios. seios. plásticos. preços. calendários. maias. mães. silvos breves. uma multa por esquecimento. outra por desapego. e vai quilhando coisas, papéis, playlists, páginas, alvos, meandros. saponáceos. espuma breve e um estado alterado de consciência. consegue cifrar cimento. cabe na palma da mão como um pássaro. essa maldita.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

no way baby.





se fôssemos irmãos. não. se fôssemos amantes. não encontraria. você em qualquer lugar. me lancei a pior sorte de todas. a mais infeliz por não saber prever. eu não sonho mais. e tudo que invade meu quarto à noite é uma inundação suja. com direito a animais mortos. minha primeira traição foi doce. por que eu não quero amar ninguém. ou eu sou tão sozinha que ... acredito que esteja enlouquecendo. devagar. sentindo cair a cada dia uns pedaços. partes. peças. pareço máquina. suspiro toxina por claustrofobia. e sujo aquilo que me macularam. sujo tudo. pelo gozo. pela calculada satisfação. e nem saio machucada. e arrependida. eu sei que eles virão à noite e nem vão me assustar mais. ando personificando monstros. eles entram fazem a arruaça me matam e voltam pro limbo. adestrados a serem rápidos e eficientes. tenho a mesma patologia dos alucinados encarcerados. sem remédio, dear. vou discotecar lá em casa a hot parade mais infeliz de todos os tempos, por que eu não admito querer alguém que não gosta de mim o suficiente. vou envelhecer em dois dias. tramei uma traição doce com vingança fria. só machuca a mim. nada mais. assumo a culpa. cansei de ter que inventar a história de nós dois. por que você acabou se tornando um personagem ausente. o enredo é frágil. não combino com as suas caracterizações. com seu meio. nem com aqueles retratos na parede. fica muito difícil levar à frente isso. sei lá que seja. isso. que não é amor. é só loucura.



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terça-feira, 17 de agosto de 2010



por onde será que você anda agora? eu fiquei parada reparando na chuva por umas horas. e desencadeei um discurso chato da porra. me culpei. tornei a desenhar na parede o traço do seu rosto. e também voltei a assistir aqueles filmes românticos que traduzem carência. OK. eu que quero sofrer. não te liguei. não procurei você. que me perguntou se estava tudo bem. ahh sim. está. tudo. bem. peço desculpas por tê-lo trocado pelo Patrick Swayze. mas é tão bonito quando o amor começa. me perdoe. mas parece que não é suficiente pra eu me desesperar e te ligar a qualquer hora da noite pra pedir proteção. você nem atende mais meus telefonemas. talvez eu tenha perdido uma parte da nossa história. ando pedindo por milagres a cada 30 segundos. Deus já deve estar de saco cheio de mim. não é o suficiente você continuar viva? [voz interior] ahh me desculpe. chorando atenção denovo. talvez eu seja um caso sem solução. e você não venha me aquecer nesta última parada de estação. faz um frio glacial. pela 3ªvez na semana anunciaram a noite mais fria do ano na sua TV.
ps.: pode me deixar sozinha, OK, mas se eu souber que tem outra na parada, é morte, ouviu bem? M.O.R.T.E!
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