quinta-feira, 19 de agosto de 2010

no way baby.





se fôssemos irmãos. não. se fôssemos amantes. não encontraria. você em qualquer lugar. me lancei a pior sorte de todas. a mais infeliz por não saber prever. eu não sonho mais. e tudo que invade meu quarto à noite é uma inundação suja. com direito a animais mortos. minha primeira traição foi doce. por que eu não quero amar ninguém. ou eu sou tão sozinha que ... acredito que esteja enlouquecendo. devagar. sentindo cair a cada dia uns pedaços. partes. peças. pareço máquina. suspiro toxina por claustrofobia. e sujo aquilo que me macularam. sujo tudo. pelo gozo. pela calculada satisfação. e nem saio machucada. e arrependida. eu sei que eles virão à noite e nem vão me assustar mais. ando personificando monstros. eles entram fazem a arruaça me matam e voltam pro limbo. adestrados a serem rápidos e eficientes. tenho a mesma patologia dos alucinados encarcerados. sem remédio, dear. vou discotecar lá em casa a hot parade mais infeliz de todos os tempos, por que eu não admito querer alguém que não gosta de mim o suficiente. vou envelhecer em dois dias. tramei uma traição doce com vingança fria. só machuca a mim. nada mais. assumo a culpa. cansei de ter que inventar a história de nós dois. por que você acabou se tornando um personagem ausente. o enredo é frágil. não combino com as suas caracterizações. com seu meio. nem com aqueles retratos na parede. fica muito difícil levar à frente isso. sei lá que seja. isso. que não é amor. é só loucura.



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terça-feira, 17 de agosto de 2010



por onde será que você anda agora? eu fiquei parada reparando na chuva por umas horas. e desencadeei um discurso chato da porra. me culpei. tornei a desenhar na parede o traço do seu rosto. e também voltei a assistir aqueles filmes românticos que traduzem carência. OK. eu que quero sofrer. não te liguei. não procurei você. que me perguntou se estava tudo bem. ahh sim. está. tudo. bem. peço desculpas por tê-lo trocado pelo Patrick Swayze. mas é tão bonito quando o amor começa. me perdoe. mas parece que não é suficiente pra eu me desesperar e te ligar a qualquer hora da noite pra pedir proteção. você nem atende mais meus telefonemas. talvez eu tenha perdido uma parte da nossa história. ando pedindo por milagres a cada 30 segundos. Deus já deve estar de saco cheio de mim. não é o suficiente você continuar viva? [voz interior] ahh me desculpe. chorando atenção denovo. talvez eu seja um caso sem solução. e você não venha me aquecer nesta última parada de estação. faz um frio glacial. pela 3ªvez na semana anunciaram a noite mais fria do ano na sua TV.
ps.: pode me deixar sozinha, OK, mas se eu souber que tem outra na parada, é morte, ouviu bem? M.O.R.T.E!
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

o assassinato de Mary Stevenson




quando atendi aquele senhor mal sabia o significado de suas luvas de couro no balcão. estava a mando, agindo em anonimato. um detetive de quinta com um assassinato sob encomenda. via nos seus olhos a inquietação. o tremor. mas já havia degolado várias. não cabia tamanho nervosismo. ao parar em uma padaria e pedir um inocente pingado é quem deixou sobressair de relance o endereço da vítima. sim. Mary Stevenson, Avenida Quasar, 69, Belgrado City. Socialite famosa, havia enriquecido vendendo veneno para ratos. a mais famosa empresa que promovera um raticínio secular em uma invasão de roedores que quase comprometera todos os mercados da cidade. Desde então Mary Stevenson, ex participante de um programa de realidade em evidência de franquia mundial, era aclamada, amada e odiada por toda cidade. Mal sabia em seu intervalo para café, onde socializava-se com seus funcionários naquela manhã de temperatura 32º, que estaria prestes a encontrar-se com o além, o misterioso e temido lugar para onde todos vão, mas nunca voltam. Mary comia robustos croissant's, regados a suco de cajú e especiarias portuguesas. Sentiu uma leve tonteira e pensou que tudo estaria bem, seria a glicose. Pobre Mary. Na manhã anterior estivera com seu amante em um motel barato da cidade (Cai e Alí Fórnica Mottels), mal sabia que seu marido havia contratado um investigador que atende por Kill Flies de Padaria nas horas vagas. Mary vestia um corpete modelo séc.XIX de lycra vermelha e renda Luis XV. Sentia-se poderosa com todos aqueles homens (o amante da noite anterior era o 5ºda semana), supria toda frustração de um casamento de aparências entregando-se a homens recém alistados no exército, ao qual cumpririam funções secundárias até subirem de patente, sentia verdadeira compaixão por estes homens de baixo calão. Entregava-se sem reservas, deleitava-se em sórdidos gozos com requinte de sadomasoquismo. Proferia impropérios e chingava seu marido de gordo, careca, infeliz e broxa. Todas estas palavras rossoavam na cabeça de seu marido que dormia na suíte ao lado com uma prostituta importada da Rua Augusta. Onde ele metia 6 dentro sem tirar. De todos os impropérios o que mais o deixava estarrecido era o "broxa". Agnaldo Antunes não permitira que nenhuma mulher o fizesse chorar em vida, nem sua falecida mãe o conseguira, no entanto, Mary estaria a um passo da morte ao proferir tamanha ofensa, fazendo o marido sentir-se impotente diante tamanha mulher com tatuagens tribais e piercing na língua cavalgando e trotando em seu cavalo fálico marinho. Agnaldo que por toda a vida soube escamotear a parentes e amigos seu amor e sua devoção a Mary, contratara sem manchas de remorso um detetive matador de faxada. ou um detetive fachada matador de verdade.
Agnaldo respirava ódio e escrevia poemas sujos na porta dos banheiros de motel. Com inscrições colegiais e mensagens subliminares. Talvez ninguém associasse de forma correta. Mas a data marcada na porta do banheiro da suíte 502 do Cai e Alí Fórnica Mottels seria a data do assassinato de Mary. Aquela maldita a quem Agnaldo Antunes amara em vida e muito mais em morte.


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*nota da autora: vou tomar um café para mais um capítulo desta anti-novela. eu não fumo. merda!
*ainda vou editar!

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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Qual o segredo do sucesso?


cinismo.isca. da mais fina e sutil. a apanhar camarões. propagam aos quatro ventos injúrias e nos lançam em covas profundas. somos armados aos dentes. lançados à fogueira. o tempo inteiro. sem comiseração alguma por quem quer que seja. por umas dessas e outras não se acredita nos homens. malditos. traiçoeiros. mesquinhos. o homem carrega em si toda sorte. por alma. por valor. por mentiras e crenças dubitábeis. a sordidez ainda me assusta. pelo poder da discórdia. se dependêssemos de qualquer um deles sabemos que estaríamos mortos. por segurança.

"para isso há muita chama no coração do bandido"

e venho proferir meus delicados impropérios. às vezes inocentes. pois não tomo a medida do ódio de todos aqueles que queriam que o céu desabasse sobre nossas cabeças. sabemos a teia pérfida dos males alheios. ou caímos. até que nos arranquem as calças e nos façam pagar por cada moeda de César empregada em templos beneditinos.

eu sei que meu peixinho de aquário dorme a cada dia esperando a morte. suspirando por cada palavra mal dita. por toda inveja e todo impropério veiculado em meios metamórficos de menos valia. eles o lançaram ao chão. e é trágico. senhores.


terça-feira, 3 de agosto de 2010

leave me, please.


onde foi que parei mesmo? parei no momento em que disse que não queria pesar. sorry dear. já voltou aquela mesma mania cadafalsa de antes. meu tempo expirou. e como uma louca procuro o caminho de volta. suscetível ao seu humor, a cada olhar de reprovação, a cada gesto meticulado, a cada sorriso mentiroso. MEU E SEU. pra tentar amenizar o erro. o incômodo. deslocada me sinto.
sem alternativas também.e tudo que vai me cansando, vai me aporrinhando, vai me devorando, vai ganhando de mim. tenho medo de ser a próxima da rodada e sei que chegará o momento do confronto.
mas tudo isso não passa de um singelo pedido de socorro.
a vida anda me sufocando.
por isso ando tão chata.
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010


a vida é feita de bons resultados, desde a saída da barriga da mamãe até o próprio enterro, com certeza. e minhas notas precisam melhorar neste entretempo. nem sempre nos oferecem uma segunda dose. desde que me entendo por gente tenho olhos me cercando. e a loucura é um dado alarmante. posso arquejar sobre um poente. posso perder figurinhas na estação do metrô, também posso desejar outro homem. impune e variante. delirando. derreto-me aos caprichos desta estação com aroma artificial de baunilha. ao sabor de nuvens flamejantes. um sopro divino e tudo pelos ares. tempo no metrônomo. cama vazia. pia cheia. maçãs no cesto. tempo, verborragia e solidão acenando à porta. clichê da pôrra. com uns dejàvus voando na padaria. aquela impessoalidade que aprisiona e mata aos poucos. precisamos criar uma bela cena. sonhar na cama e aquecer a tempo o caldo de inverno. pois mãos à obra e estica-te desta maresia. pró atividade!
dona coisa.
digamos que tudo não passou de um rito de passagem.
documentamos.
obrigado a algo que mantém as coisas de pé.
quem disse que a força não depende da fraqueza?
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quarta-feira, 7 de julho de 2010

combatentes inofensivos


não quero começar com talvez denovo.a que saco! é sempre a mesma coisa!
patrulheiros navais. três bêbados patrulheiros. daqueles que tem um rebocador no quintal de casa. já reparou quando os rebocadores brilham na baía do centro da cidade? é a minha paisagem urbana perfeita. acúmulo de funções. sim. nós carregamos dores e prazeres. antídotos. e enviamos boas vindas a mensageiros estranhos. agora precisamos crescer e a brincadeira precisa ser séria. séria como a brincadeira dos nossos pais. peço desculpas pelas bobagens gratuitas. eu sempre querendo fazer graça. senti o peso da sua morte. sabe o que significa? estamos alados e à espera do milagre que enquadre umas 3 estações. vou levar comigo imagens e bons momentos, por muito tempo. quem sabe pra sempre. e vou agradecer ao salvador por nossas aventuras de Alice. também vou reforçar a proteção. vamos embricar soldadinhos de chumbo em novas batalhas.
"eu serei teu sangue, tú a minha cicatriz..."
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