terça-feira, 16 de março de 2010

atitude contemplativa


então encaro um belo efeito de clima. mudanças de atmosfera. ou mesmo um senhor parado à porta observando movimentos naturais e suspeitos. talvez ele esteja esperando alguma coisa. ou alguém. desconfiar é preciso. já dizia o poeta.

segunda-feira, 15 de março de 2010


...temos três bilhetes. um filme noir. uns pandas na geladeira. e foram engavetadas todas aquelas gravatas italianas. por que você gosta de linhas e cores. e também um bom suspensório. toda obscenidade está plastificada de acordo com as indicações da embalagem. estamos a três passos da estação e me lançam poeira nos olhos, pra que eu insista em tatear o asfalto. past tense. ...
queria perguntar onde você quer chegar. mas acho que a hora tinha vencido. e os prazos não esperam. e meus hieroglifos[´] não respondem. sem falar dos segredos. vou tentar explicar. entendi quando disse da necessidade de aprofundar ou mesmo estreitar uma relação profissional. até então é ótimo. gosto também do gosto do dever. entendo sua sede. sua fumaça. canto uma nota errada. e não tenho a senha de acesso. pisco em sinal de socorro. respiro e vejo uma quina e nenhuma saída de emergência para casos de incêndio. e meu final é mal resolvido mesmo. talvez você queira decidir algo que não passa por você. onde estamos e queremos chegar soa fácil e tem baixa rotatividade. ainda não encarei os dentes de Sabre na sala. acho que preciso dormir sobre uns livros. preciso também passar por umas masmorras despuradas. vamos encaixar nosso quebra-cabeça. brincar de infância. vamos novamente pegar nossas redinhas e enclausurar umas borboletinhas indefesas e muito coloridas no quintal de casa. o problema mora aí, querido felino. estamos no quintal de nossa casa. ainda não quebramos uns muros correspondentes e tampouco colocamos olhos mágicos no portão. servimos um desejo inconsolável. usamos uma retórica sem subterfúgios dignos. e ser persnóstico é quase uma imbricada entre cafezais e moinhos amante[i]gados. entendi sua empolgação e adorei o novo vestido. procurei de manhã a vertigem e ela estava lá. me esperando no ponto de ônibus. com grilos falantes e tudo mais. então resolvi parar de sonhar com acréscimos de afeto. e necessidades estúpidas do que não sinto de fato. e nem sofro. nem sofro mais. confesso.
só me conta depois como vamos fazer com todo aquela poeira debaixo do tapete. antes que venha a cruz vermelha e nos retire do sagrado lugar dos convivas de plantão.
eu também não sei o que deve ser feito. preciso balizar uma série de boletins de ocorrência e embalsamar umas múmias. minha rotina táh cada dia mais estafante.
angariando uns graus na escala Richter.
ainda gosto da sua confusão.
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quinta-feira, 11 de março de 2010

umas maçãs, trigo, aveia e leite.




é como um dedo falso. uma projeção falha. um sonho perturbado. talvez consiga tecer uma malha irrisória de serpentina. é quando não tenho soluções em nehuma manga e procuro chifre em cabeça de cavalo. andei cansando da gravidade. e sua força peso. dos tentáculos do meu dia. as transições do tempo. da idade. da matéria. da fotossíntese. da caminhada em círculos na Terra do Nunca. uma olheira. um abandono. fiz um belo bolo em ação de graças. me sinto adulta. atingi estágios vertiginosos de alteração de consciência. o lirismo de Safo. uma forca e um machado. folhas secas nos pés da porta. confusão de parafina. imagens e tótens de concreto. tudo sem diapasão. uma loucura mansa. acordo com mil girassóis em volta da cama e percebo uma borboleta tímida na imenda do teto. velcro. sais. pimenta. uma feitiço branco. uma arma escondida. defesa armada. olho mágico. tudo isso colabora para mais uma sensação daquelas que não se escapa. esteja. talvez apaixonada. talvez uma necessidade infantil travestida. desejo e matéria. corpo e sinos. aovéolo de pele sangue e algum líquido. delicado e que me escapa. eu tentava algo próximo a uma estabilidade de sentidos e sensações. também ouvi música demais falando de dor e perda. não peço asilo em seu país. peço compreensão. quero você disposto. pra me acalmar em alguma estrada vaga com certeza sem fagulhas e luz.




atire o primeiro fósforo aquele que nunca queimou!




ha! piada! descobri o ponto da brincadeira no sexo. e isso é muito bom!

segunda-feira, 8 de março de 2010

quinta-feira, 4 de março de 2010

olho biônico, um aforismo enternecido.


"Um aforismo é um romance de uma linha." (Leonid S.Sukhorukov)












a salvação de cada segundo do dia. o rito incendiário da loucura branca. uma flor pendurada na janela. uma forma em meio ao caos. um namorado perdido entre os escombros. inumeráveis pontos cintilantes. estrelas. um seio e perfil. formas. como amansar um eqüino em dez passos concisos. Fernando ouve mentiras de Cecília e acredita em amor verdadeiro. Ciclano recicla idéias e as torna apetecíveis como um doce de padaria. tornei dias amargos como café para bêbados. talvez por faltar uma metáfora que me calçasse bem os pés. segundos. aconteceu mais um abalo sísmico. segundos atrás. a tempo de perceber falsas promessas e um delicado abandono. minha necessidade de afeição foi displicente. concordo. e esta chuva. por onde quer que ela passe, me molha os calcanhares e deixa meu cabelo úmido. acordei hoje sem pensar nas coisas referentes ao extrabismo dos cogumelos errantes. como notícias. tragédias. escombros. mercado. um mergulho raso por medo de altura. matéria e fetiche. nada demais. hoje eu só acordei querendo um minuto de sossego.

terça-feira, 2 de março de 2010

operações e milagres.


talvez eu esteja brincando demais com coisas sérias. eu vou tentar uma vez mais tocar meu verbo na estação. outra vez priorizar o irrealizável. cansativa esta cadência. monótona. vou polir uns canhões. vou. viajar pra bem longe. ouvir aquela musiquinha mansa que é capaz de me tirar um ciso. a embriaguez dos bêbados. dos perdedores. a fortuna. a maior riqueza. mãos pés dentes intercalados. memória. espasmo. mármores & granitos. pedra cuneiforme. sabão. material de limpeza e meias embaralhadas. minhas opções e minhas culpas enlatadas. meu senso crítico defasado. minha circunspecção à deriva. eu não estou calada por nada que esteja em desacordo. ando conivente com a ordem estabelecida. só preciso receber a onda e devolver a ressaca. assunto de bêbados. mistérios e zombarias. onde você entra e deixa pessoas e casos tomarem conta da via de navegação imagética que não é sua vida. assunto místico. meus sapatos estão adaptados. agora encontrei umas agulhas. posso costurar episódios. saltar de algumas quinas. e até dispensar dissabores. não pensei antes. uma fuga calculada. uma tempestade pra chegar. talvez anime umas forças em potencial. escandalize. vou tomar chás e atitudes. calcular. centimetrar. articular. talvez saia do ar. [STOP.PLEASE].